sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TRADIÇÕES PROFETICAS DAS NAÇÕES PRE-COLOMBIANAS (INDIGENAS)


Cree - Rainbow Warriors



GUERREIROS DO ARCO-ÍRIS.

De Lelanie Stone



FONTE:http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=113270&tid=3741139&start=1


Houve uma velha senhora, da Tribo CREE, chamada "Olhos de Fogo", que profeciou que um dia, por causa dos homens brancos ou ambição YO-NE-GIS, chegaria um tempo, quando os peixes morreriam nos rios, os pássaros cairiam do céu, as águas se tornariam negras e as árvores não cresceriam, humanidade como nós conhecemos deixaria de existir.


Haveria um tempo quando os "Guardiães das Lendas, Estórias, Rituais Culturais e Mitos e todos os Costumes Tribais Antigos" seriam necessários para nos restaurar a saúde. Eles seriam homens-chave para a sobrevivência, eles seriam os "Guerreiros do Arco-íris". Haveria um dia de Despertar, quando todos os povos de todas as tribos formariam um Novo Mundo de
Justiça, Paz, Liberdade e de Reconhecimento (pode ser interpretado como
Compreensão) do Grande Espírito.



Os "Guerreiros do Arco-íris" espalhariam as suas mensagens e ensinariam a todos os povos do Mundo ou "Elohi". Eles ensinariam a eles como viver da "Maneira do Grande Espírito". Eles falariam a eles sobre Como o Mundo de hoje se voltou contra o Grande Espírito e este ser o motivo pelo qual a
Terra está "Doente".



Os "Guerreiros do Arco-íris" mostrariam aos povos que este "SER Ancestral"(O Grande Espírito"), é cheio de amor e entendimento, e ensirariam a eles como tornar a "Terra ou ELOHI" linda novamente. Estes Guerreiros dariam aos povos princípios ou regras para serem seguidas, para seguirem em harmonia com o Mundo. Estes princípios seriam aqueles das Tribos Antigas. Os Guerreiros do Arco-íris ensinariam aos povos as práticas antigas de Unidade, Amor e Compreensão. Eles ensinariam a Harmonia entre os povos nos quatro cantos do Mundo.


Como as Tribos antigas, eles ensinariam os povos Como rezar para o Grande Espírito, com amor que flue como um lindo rio na Montanha, e flue adiante no caminho, em direção ao Oceano de vida. Mais uma vez, eles estariam aptos para sentir alegria na solidão e nos Conselhos. Eles seriam livres de ciúmes insignificantes e amariam toda a humanidade como seus irmãos, sem
importar a cor, raça ou religião. Seus corações seriam puros e irradiariam
cordialidade, compreendendo e respeitando toda a humanidade, natureza e o Grande Espírito. Eles mais uma vez encheriam as suas mentes, corações e almas, e Atos com os mais puros pensamentos. Eles procurariam a beleza no Mestre da Vida - o Grande Espírito !

Eles encontrariam Força e beleza na Oração e na solicitude da vida.



Suas crianças uma vez mais estariam aptas para correrem livremente e para
desfrutarem dos tesouros da natureza e da Mãe Terra. Liberdade dos medos das toxinas e destruição, causados pelo YO-NE-GI e suas práticas voltadas para a ambição. Os rios voltariam a serem claros, as florestas seriam abundantes e belas, os animais e pássaros tornariam a se multiplicarem. Os poderes das plantas e animais mais uma vez seriam respeitados e a conservação de tudo o que é belo se tornaria o Modo de Vida.



Os pobres, os doentes e os necessitados seriam cuidados por seus irmãos e irmãs da Terra. Estas práticas se tornariam, mais uma vez, prática diária de suas vidas.


Os Líderes dos povos seriam escolhidos da maneira antiga - não por seus Partidos Políticos (pode ser interpretado como Ideologias), ou quem consegue falar mais alto (fazer os melhores discursos), ou por se vangloriar da maioria (Rico, famoso) ou pelo Nome (clãs) ou por Atirar lama (fazer denúncias contra os adversários - difamação); mas sim Aqueles as quais as Ações falam mais alto. Aqueles que demonstraram o seu amor, sabedoria e coragem e aqueles que mostraram que trabalhariam e trabalharam para o Bem de Todos, seriam escolhidos como Líderes ou Chefes. Eles seriam escolhidos por suas
"Qualidades" e não pela quantidade de dinheiro que possam ter obtido. Como
os devotados e sábios "Chefes Antigos", eles compreenderiam (governariam) o Povo com amor, e olhariam para que seus jovens fossem educados com amor e sabedoria ao seu redor. Eles mostrariam a eles que os milagres podem efetuar as curas para este Mundo e suas doenças, e restaura-los a saúde e a beleza.



As tarefas destes "Guerreiros do arco-íris" são demasiadas e grandes.

Haverão montanhas terríveis de ignorância a serem conquistadas, baseadas no preconceito e ódio. Eles precisam ser dedicados, inabaláveis em suas forças, e fortes de coração. Eles encontrarão corações e mentes desejosos que os seguirão neste caminho de retorno a "Mãe Terra", a beleza e a plenutide - uma vez mais.



O dia chegará e não está muito distante. O Dia que nós veremos como nós devemos a nossa existência aos povos de todas as tribos que tem mantendo suas culturas e heranças. Aqueles que vem mantendo os rituais, estórias, lendas e mitos vivos. Será com este conhecimento, o conhecimento que eles vem preservando, que nós mais uma vez retornaremos a "harmonia" com a
natureza, Mãe Terra e a humanidade. Será com este conhecimento que nós encontraremos a nossa "Chave para a Sobrevivência".



Esta é a estoria dos "Guerreiros do Arco-íris" e este é o motivo pelo qual
eu protejo a cultura, herança e conhecimento de meus ancestrais.

Eu sei que o Dia que "Olhos de Fogo" falou VIRÁ ! 



- Lelanie Fuller Stone, "a Dama Cherokee", relata a estória acima que a sua Avó contou a ela quando era uma garotinha.



sábado, 8 de janeiro de 2011

NHÁ CHICA

Serva de Deus Francisca de Paula de Jesus (Nhá Chica)
(1808  -  14/06/1895)

 
Alta, morena e bonita, Francisca de Paula de Jesus, ou Nhá Chica, como era chamada por todos, nasceu em 1808, na "Porteira dos Vilellas", fazenda de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, povoado a seis léguas de São Del Rei, Minas Gerais. Foi batizada em 1810, conforme livro de assentos da paroquia.
Francisca teve apenas um irmão, Theotônio Pereira do Amaral, que nasceu provavelmente 4 anos antes, em 1804.
A família mudou-se para Baependi e instalou-se numa casinha na Rua das Cavalhadas, hoje Rua da Conceição. Nesta casa iria viver a maior parte de sua vida a Serva de Deus.
Pouco tempo depois morreu dona Izabel, e Nhá Chica ficou orfã, com apenas dez anos. Seu irmão Theotônio, porém, galgou as alturas do poder político, judicial e militar da vila de Baependi, chegando a ser Vereador, Juiz de Vintena e Tenente da Guarda Imperial. Era negociante. Tinha também marcada presença na religiosidade Baependiana sendo membro da mesa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, entre outros. Era casado com Leonora Maria de Jesus e não deixou descendência, fazendo de sua irmã a sua herdeira universal.
Embora pudesse acompanhar seu irmão ou casar-se, preferiu morar em sua casinha e dedicar-se a Deus e às pessoas mais necessitadas. Morrendo, sua mãe lhe recomendara a vida solitária, para melhor praticar a caridade e conservar a fé Cristã. Seguindo esse conselho ela não deixou a casa onde vivia, recusando o convite do irmão que a chamava para sua companhia. Cresceu isolada do mundo, dedicando-se à caridade e à fé.
Rapazes do seu tempo pediram-na em casamento, mas recusou a todos. Tornou-se até muito amiga do que mais insistira, grata pela suas boas intenções.
 Sua única companhia era o escravo liberto, Félix, que cuidava dos trabalhos e dos afazeres da capela. Era ali que ela recebia todos aqueles que acorriam ao seus conselhos e as suas orações. Nhá Chica fazia suas preces à Sua Sinhá, como ela chamava Nossa Senhora, representada numa pequenina imagem da Senhora da Conceição, de terra cota, até hoje conservada em sua casa. Sua casa é a imagem de sua vida pobre e dedicada aos pobres.
Pouco a pouco sua fama foi aumentando, porque dava sempre ótimos conselhos. Para todos ela tinha palavras de consolação e de conforto, a promessa de uma oração, a predição do resultado de uma empresa ou um socorro material." Nela cumpre-se a palavra do Evangelho: "Eu te louvo, ó Pai, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos".
Ainda moça Nhá Chica já era a “mãe dos pobres”: tinha o piedoso  costume de convidar os pobres e demais moradores daquela redondeza  em determinado dia da semana para com ela elevarem preces à Virgem Mãe de Deus... Após as orações, ela distribuía alimentos aos pobres, pois todos já levavam para isso suas vasilhas. Recebia esmolas e dava esmolas... Ninguém batia a sua porta sem receber em troca alguma ajuda em pedidos e pedidos e orações.
Serviço e oração eram as características da vida de Francisca de Paula de Jesus. O pároco de Baependi assim a definiu certa vez: "Nhá Chica é simplesmente uma pobre mulher analfabeta, uma fiel serva de Deus cheia de fé". Mas ela respondia dizendo: "Eu repito o que me diz Nossa Senhora e nada mais: eu rezo a Nossa Senhora, que me ouve e me responde".
“Nunca senti necessidade de aprender a ler”, dizia ela. “Só desejei ouvir ler as escrituras santas; alguém fez-me esse favor, fiquei satisfeita”.
Ainda uma outra grande devoção povoava o coração de Nhá Chica. Guardava especial devoção às três horas de agonia, e nas sextas-feiras recolhia-se em oração.
Toda sua vida Nhá Chica procurou realizar o que ela dizia ser um pedido de Nossa Senhora: a construção de uma Capela. Era um empreendimento caro demais para uma mulher pobre daquele tempo, ainda mais sendo filha de escrava. Ela saia, então, pela vizinhança, pedindo auxílio para a construção. Aos poucos a notícia correu e logo começou a receber de todas as partes esmolas para este fim. Ela pode também usar a herança que recebeu de seu irmão, e sua obra chegou a bom termo.
A construção foi iniciada em 1865. Quando já tinha uma certa quantia, Nhá Chica recebeu a ordem de Nossa Senhora para dar início aos trabalhos. Chamou um oficial de pedreira, que deu início a capela que media 34m e 35cm de comprimento por 8m e 20cm de largura. A ornamentação foi quase toda doada: imagens, alfaias, vasos, lâmpadas e até um órgão.

A biógrafa da Serva de Deus, Helena Ferreira Pena, conta que
"...estando já o serviço a certa altura, o oficial notou que ia faltar material e disse-lhe:
- Nhá Chica, os adobos não vão chegar!
Ela respondeu: 'Nossa Senhora é quem sabe'.
Continuou o serviço, e ao terminar, não faltou e não sobrou um só tijolo.
Estava quase terminada a capela e o oficial advertiu Nhá Chica:
- Precisa algumas pinturas no forro, não ficaria bem assim liso sem alguma decoração.
Ela como sempre respondeu: 'Nossa Senhora é quem sabe'...
E foi entregar-se as suas meditações.
À tarde, quando o oficial ia deixar o serviço, Nhá Chica disse-lhe:
- Alisa bem a areia que está no quartinho, tranca a porta e leva a chave.
O oficial pensou consigo: 'Essa velha tem cada coisa! Se os ratos vão passear na areia eu terei que fazer estes rabiscos no forro!'
No dia seguinte, ao chegar novamente ao serviço, Nhá Chica ordena: 'Toma um lápis e um pedaço de papel e vamos abrir a sacristia'.
Mandando que copiasse o que estava na areia, eis que copiando aqueles traços reproduziu uma 'custódia sobre as nuvens', cuja pintura foi feita a óleo no teto da capela mor da Igreja'.
Mais um fato extraordinário é narrado pela mesma biógrafa:
"Estava terminada a capela, mas Nossa Senhora queria mais alguma coisa.

Manifestou a sua serva o seu desejo:
- Queria um órgão para a Igreja.
Nhá Chica, porém, na sua ingenuidade, não sabia o que era aquilo.
Foi consultar, então, o vigário local, Mons. Marcos Pereira Gomes Nogueira o que era órgão, que N. Sra. queria para a capela.
Mons. Marcos lhe disse:
- Orgão é um instrumento até muito bonito que toca nas Igrejas mas, para isso, precisa muito dinheiro!...
- Mas N. Sra. queria.
Na Rua São José, casa 73, no Rio de Janeiro, chegou um, assim disse ela.
Mau Nhá Chica tinha manifestado o desejo de N. Sra., começou a chegar espontaneamente a suas mãos, esmola para a compra do desejado instrumento. Foi, então, encarregado da compra o Sr. Francisco Raposo, competente maestro. Foi ao Rio de Janeiro para efetuar a compra e fazer o despacho até Barra do Piraí, pois, de lá aqui, teria que vir em carro de bois, por não haver ainda estrada de ferro.
Chegara enfim o órgão e Nhá Chica marca sua inauguração para as três horas da tarde e, para isso, fez ecoar nos ares o som do sino da capela, convidando o povo para entoar louvores à Maria!
Chegam os devotos e logo a capela se enche. O maestro sobe ao coro e desliza suas mãos sobre o teclado, e qual sua surpresa?
Nem uma nota!...
- O que teria acontecido? Com certeza estragou-se com a viagem, com a longa caminhada em carro de bois, diziam uns.
- Qual! Com certeza venderam coisa velha e estragada, diziam outros.
Nhá Chica chorava... cheia de angústia e aflição!... Teria sido enganada?
Acalma-se, porém, e diz:
- Esperem um pouco. Tira dos pés as chinelinhas de couro e vai prostrar-se aos pés da Virgem.
O povo esperava ansioso... Ela volta calma e serena e diz:
- Podeis voltar para suas casas, porque o órgão não tocará hoje, mas amanhã, às três horas. Sexta feira, dia da devoção de Nhá Chica.
- Nossa Senhora quer que entoem a ladainha.
Assim se fez. No dia seguinte, novamente, o sininho soava nos ares chamando os fiéis que desta vez foram em número maior, movidos pela curiosidade.
E, às três horas em ponto de sexta-feira, o maestro, novamente, deslizando suas mãos sobre o teclado, fez ecoar, pela primeira vez por toda a Igreja, ao som do órgão a linda melodia da ladainha à Nossa Senhora!... As lágrimas desciam dos olhos de Nhá Chica, mas desta vez, foram lágrimas de alegria e de felicidade!...".
Hoje, total e recentemente restaurado, o órgão encontra-se no coro da Igreja da Conceição, emitindo seus sons e acompanhando o louvor de Deus e de sua Mãe Santíssima.

Nhá Chica viveu sempre na sua casinha perto da Igreja de Nossa Senhora da Conceição em oração, humildade, mortificação, além de sofrimentos físicos, atendendo sempre quem a procurava. Podemos intuir que serena e feliz partiu desta terra, onde viveu em pobreza e humildade atraíndo as pessoas pelos dons que recebera de Deus.
Aos 08 de julho de 1888, estando doente e de cama Nhá Chica fez o seu testamento e aos 14 de Junho de 1895 faleceu com mais de 80 anos e foi sepultada somente no dia 18. Seu semblante não apresentava sinais de morta, o que deixou o médico local em dúvida. Assim o Dr. Manoel Joaquim Pereira de Magalhães não deixou efetuar o seu sepultamento no dia seguinte, como erra o costume. Mandou ficar em observação por mais algumas horas. E aconteceu que um chamado urgente de um município vizinho afastou o médico da cidade, ficando então o corpo da Serva de Deus, insepulto por mais de três dias, sem se decompor, esperando pelo médico.
Grande foi o número de pessoas que acorreram. De toda parte vinham para visitar o corpo daquela que, em vida, distribuía graças e benefícios a quantos a procuravam. Era uma procissão do lugar do engenho até a capela de Nossa Senhora da Conceição, num vai-vem constante, isto durante os quatro dias em que seu corpo esteve exposto.
Todos puderam atestar que não manifestou traços de decomposição, apesar de já estar morta a quatro dias.
Segundo seu desejo, expresso em seu testamento, foi enterrada na capela que construíra: "Declaro que meu enterro será feito dentro da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, com funeral e música".
Sua memória não se extinguiu com a missa de sétimo dia, ao contrário, seus restos mortais, no interior da Igreja da Conceição, vêm sendo visitados e venerados por centenas de fiéis de todo o Brasil e outros países. Aí esteve sepultada por 103 anos (1895-1998) e é nela que se encontra hoje a urna com seus restos mortais, desde a exumação acontecia em junho de 1998, ato pertencente ao processo de Beatificação e Canonização. Esta mesma capela passou ao longo do tempo por várias reformas até chegar ao estado em que se encontra hoje.


Tudo isso a fez eleita do Senhor e modelo de Santidade para todos: leigos e religiosos, pois a santidade não é previlégio mas mandamento do Senhor Jesus: "Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 7,48).


Novena à Imaculada Conceição
(composta por Nhá Chica e muito usada pelos seus devotos)

Virgem da Conceição, vós fostes aquela
 Senhora que entrou no céu vestida de sol, calçada de lua,
 coroada de estrelas, cercada de anjos. Vós prometestes ao Anjo Gabriel que havíeis de socorrer a todo aquele que invocasse o seu santo nome.
Agora é a ocasião, valei-me Senhora da Conceição!
 (faz-se o pedido e reza-se uma Salve Rainha, que era
a oração predileta de Nhá Chica).



Oração
Deus, nosso Pai, vos revelais as riquezas de vosso Reino aos pobres e simples. Assim agraciastes vossa serva Francisca de Paula de Jesus, Nhá Chica, com inúmeros dons: fé profunda, amor ao próximo e grande sabedoria. Amou a Igreja e manteve uma terna devoção à Imaculada Conceição.
Por sua intercessão, concedei-nos a graça de que precisamos..... E dai-nos a alegria de vê-la elevada  à honra dos altares.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
( Campanha, 04 de outubro de 1.998.   + fr. Diamantino P. de Carvalho, ofm
Bispo  Diocesano da Campanha.)


Informações :
Restos mortais: no interior da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Baependi, MG (exumação em 18/jun/1998, e acomodação em urna funerária próxima ao antigo túmulo em 2/agosto seguinte).
Para visitação dos fiéis: Casinha onde viveu e Memorial Nhá Chica(história e objetos pessoais de Nhá Chica; aberto todos os dias da 8 às 12h, e das 13 às 17h, no endereço abaixo).
Causa de canonização: sediada na Diocese de Campanha, MG. Ator: Associação Beneficente Nhá Chica.
Início da Campanha pela canonização em 1952; Instalação da Comissão em prol da Beatificação em 24/08/1989; Nihil Obstat em 14/01/1992; Processo informativo diocesano iniciado em 16/julho/1993 e encerrado em 1995, quando foi para Roma; Relator: Pe. José Luiz Gutiérrez. A causa ficou parada até 1998, quando assumiram como Postulador Frei Paolo Lombardo, ofm e como vice-postuladora Ir. Célia Cadorin, ciic; publicação da Positio em 30/out/2001[1]; a causa já tem um milagre aprovado, o que permitiria a beatificação quando recebesse o Decreto das Virtudes Heróicas. 


Para comunicar graças alcançadas por intercessão de Nhá Chica e maiores informações:


Associação Beneficente Nhá Chica
Rua da Conceição, 165  -  Centro
37443-000 Baependi (MG)
Tel.: (35) 3343-1077  (também para pedidos de livros)   



[1] Quem assinou a publicação foi o Relator Geral Fr. Ambrogio, OP. Informação fornecida pela secretária da causa, Maria do Carmo Nicoliello Pinho.

SANTA PAULINA

 Santa Paulina
Amábile Lúcia Visintainer nasceu em Vígolo Vattaro (Trento,
Itália), em 16 de dezembro de 1865. Devido à grande crise
econômica do Sul-Tirol, em 1875 veio com a família para o
Brasil. No Estado de Santa Catarina, no atual município de
Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo,  onde entre
os 14 e 15 anos Amábile com sua amiga Virgínia Rosa Nicolodi
começou a cuidar dos doentes, do catecismo e da limpeza da
capela de São Jorge. Em 1890, junto com a amiga Virgínia,
Amábile acolheu e cuidou de uma doente de câncer, dando
início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.
Na profissão religiosa, Amábile assumiu o nome de Paulina do
Coração Agonizante de Jesus. Guiou com simplicidade e
sabedoria a Congregação, fundando escolas, hospitais,
educandários e asilos. Em 1903, deixou Nova Trento para
cuidar dos ex-escravos e seus descendentes órfãos em São
Paulo, capital. Demonstrou obediência e humildade heróicas,
em 1909, quando foi destituída do cargo de Superiora Geral e
enviada a trabalhar com os doentes e idosos em Bragança
Paulista, sem poder nunca mais ocupar cargo algum na sua
Congregação. Viveu, portanto, 33 anos no escondimento como
simples  religiosa até sua morte, no dia 9 de julho de 1942.
OraçãoÓ Santa Paulina, que puseste toda a confiança no Pai e em Jesus e que,
inspirada por Maria, decidiste ajudar o povo sofrido, nós te confiamos a Igreja que tanto amas, nossas vidas, nossas famílias, a Vida Consagrada e todo o povo de Deus.
(pede-se a graça desejada) 
Santa Paulina, intercede por nós, junto a Jesus, a fim de que tenhamos a
coragem de lutar sempre, na conquista de um mundo mais humano, justo e
fraterno. Amém.
Pai-Nosso – Ave Maria – Glória
*Conheça sua vida: BIOGRAFIA*outras INFORMAÇÕES: processo de canonização, endereços...
*BIBLIOGRAFIA  E  LINKS  sobre Santa Paulina

PADRE JOSÉ DE ANCHIETA


 
- Beato José de Anchieta
José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, em
Tenerife, Ilha do Arquipélago das Canárias, que pertence à
Espanha. Em 1551, estudante em Coimbra, Portugal, entrou na
Companhia de Jesus e, pouco tempo depois, adoeceu de
tuberculose óssea, que o deixou com uma escoliose. Os médicos
aconselharam-lhe, como último recuso, sua vinda ao Brasil,
considerando que o clima mais saudável. Em 1553, na viagem,
ele já se sentia melhor. Logo começou a trabalhar na
catequese dos índios.  Desempenhou também os papéis de
professor, músico, enfermeiro, sapateiro, taumaturgo,
construtor e conselheiro espiritual. Aprendeu a língua tupi,
na qual se tornou verdadeiro mestre, compondo a "Arte de
gramática da Língua mais falada na costa do Brasil". Em 1565
foi ordenado sacerdote em Salvador, na Bahia. O Padre
Anchieta foi Provincial dos Jesuítas do Brasil por mais de
dez anos e, em seguida, superior de várias casas e obras da
Companhia de Jesus.
 Na Aldeia de Reritiba - atual cidade Anchieta, ES - viveu os
últimos três anos de sua vida, vindo a falecer em 09 de junho
de 1597, com 63 anos de idade, 44 dedicados à formação
religiosa do povo brasileiro. Em 22 de junho de 1980, Padre
José de Anchieta foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

Oração
Bem-aventurado José de Anchieta
Bem-aventurado José de Anchieta, missionário incansável e
 Apóstolo do Brasil, abençoai a nossa Pátria e a cada um de
nós.
Inflamado pelo zelo da glória de Deus, consumistes a vida na
promoção dos indígenas, catequizando, instruindo, fazendo o
bem. Que o legado de vosso exemplo frutifique novos apóstolos
e missionários em nossa terra.
Professor e mestre, abençoai nossos jovens, crianças e
educadores.
Consolador dos doentes e aflitos, protetor dos pobres e
abandonados, velai por todos aqueles que mais necessitam e
sofrem em nossa sociedade,
nem sempre justa, fraterna e cristã. Santificai as famílias e
comunidades, orientando os que regem os destinos do Brasil e
do Mundo.
Através de Maria Santíssima, que tanto venerastes na terra,
 iluminai os nossos caminhos, hoje e sempre. Amém.
*Conheça sua vida: BIOGRAFIA*outras INFORMAÇÕES: processo de canonização, endereços...
*BIBLIOGRAFIA  E  LINKS  sobre o Beato Anchieta
Para sua oração pessoal, sugerimos duas Ladainhas
Inserida por: Administradorfonte:  Santos do Brasil

IRMÃ LINDALVA (MARTIR)

Beata Lindalva Justo de Oliveira
Mártir
religiosa Filha da Caridade

Lindalva nasceu em 20 de outubro de 1953, no pequeno povoado Sítio Malhada da Areia, município de Açu, Rio Grande do Norte. Filha do segundo matrimonio de João Justo da Fé (viúvo) e Maria Lúcia da Fé, de cujas núpcias nasceram 12 filhos.
Lindalva, a sexta filha do casal, já dava sinais de uma especial predestinação divina, pois entregava-se com naturalidade ás práticas de piedade. Cresceu como menina normal, de aspecto gracioso, piedosa e muito sensível para com os pobres, de tal forma que ainda jovem surpreendeu a família doando as próprias roupas aos necessitados. Transferindo-se para Natal, estudava e trabalhava para se manter e ajudar a família, e todos os dias visitava os idosos do Instituto Juvino Barreto.
Após concluir o segundo grau passou a cuidar do pai, idoso e doente, com todo carinho e paciência. Quando este faleceu, Lindalva, aos 33 anos, entrou para a Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo: queria servir a Cristo nos pobres.
Não foi fácil adaptar-se à nova vida, mas com a graça de Deus foi progredindo na sua caminhada espiritual, passo a passo, renúncia após renúncia. Dizia sempre: “Amo mais a Jesus Cristo do que a minha família”.
Foi superando as etapas de sua formação religiosa na prática das virtudes, no amor à oração, à obediência alegre, sincera e compreensiva. Lutava para corrigir seus próprios defeitos e crescer no caminho da perfeição. Suas superioras estavam muito contentes com ela, notando sua disponibilidade e grande amor aos pobres.
Terminado o período do noviciado foi enviada para o Abrigo Dom Pedro II, em Salvador, BA, recebendo o ofício de coordenar uma enfermaria com 40 idosos, sendo responsável pela ala do pavilhão masculino. Fez curso de Enfermagem para poder dedicar-se melhor aos seus doentes e idosos. À caridade unia o zelo espiritual por seus assistidos, procurando levá-los para Cristo pela boa palavra. Sua conduta era impecável, alegre, pura, modesta e caridosa para com todos. Encontrava ainda tempo para visitar os pobres à domicílio, e procurava meios para suprir suas necessidades materiais. Lindalva sentia-se feliz e realizada no seu trabalho.

Seu martírio

Toda santidade passa pelo crisol do sofrimento. Em 1993, devido a uma recomendação, o abrigo acolheu entre os anciãos Augusto da Silva Peixoto, homem de 46 anos. Ele passou a assediar Ir. Lindalva, e chegou até mesmo a manifestar-lhe suas intenções. Ela começou a ter medo, e procurou afastar-se o mais que pode. Confidenciou-se com outras irmãs e refugiava-se na oração. Seu amor aos velhinhos a mantiveram no abrigo, e chegou a dizer a uma irmã: “prefiro que meu sangue seja derramado do que afastar-me daqui”.
Por não ser correspondido, Augusto foi à Feira de São Joaquim na Segunda-feira Santa e comprou uma peixeira, que amolou ao chegar no abrigo. Não dormiu na noite de quinta para sexta-feira santa. De manhã, Irmã Lindalva havia participado da Via-Sacra, ao raiar da aurora, na paróquia da Boa Viagem. Ao regressar, foi servir o café da manhã aos idosos. Subiu as escadarias da enfermaria, como se estivesse subindo para o calvário, e pôs-se a servir pão com café e leite para os internos da ala masculina. Todos eles estavam em fila, esperando a vez. A irmã, compenetrada com o café, tinha a cabeça baixa quando sentiu um toque no ombro: virou-se e teve tempo apenas de ver o rosto enraivecido do homem que conhecera havia poucos meses... Em seguida, foram dezenas de facadas, pontilhadas por todo o corpo. Tudo diante do semblante horrorizado dos velhinhos que assistiam à cena bem em frente à mesa de café. Um senhor ainda tentou evitar a tragédia, avançando sobre o assassino. Mas Augusto Peixoto estava decidido e, ameaçou de morte quem ousasse se aproximar. Terminado o crime, foi esperar a polícia sentado em um banco na frente da casa. Do abrigo, ele foi para Casa de Detenção e, posteriormente, parou no Manicômio Judiciário. Passados dez anos, os laudos psiquiátricos indicam que ele já não apresenta mais perigo à sociedade. Mas Augusto não tem para onde ir, e o manicômio é sua única casa. Hoje se diz arrependido, e não sabe como foi capaz de fazer aquilo.
Os médicos legistas contaram no corpo de Ir. Lindalva 44 perfurações. Naquela sexta-feira santa, enquanto Cristo morria na cruz, ela morria na sua enfermaria. Cristo levou 39 açoites, e com as 5 chagas, dos pés, mãos e costado, ao todo 44,  unia simbolicamente a morte de Lindalva à sua paixão, que um pouco antes ela acabara de celebrar na Via-Sacra. Com impressionante realismo ela agora podia repetir as palavras de Cristo no Evangelho: “Não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida em resgate de muitos” (Mt 20, 28).
À noite, a procissão do Senhor Morto, que todos os anos passava por aqueles quarteirões, parou na Capela do abrigo. O caixão com corpo de Ir. Lindalva foi trazido e colocado entre o féretro do Senhor Morto e a estátua de Nossa Senhora das Dores. Por toda aquela noite ali compareceu uma multidão de fiéis, padres, religiosos, pessoas de todas as condições sociais, e até mesmo evangélicos, vindos de toda a cidade. Pela manhã do Sábado Santo Dom Lucas Moreira Neves, então Cardeal Primaz de Salvador, celebrou as exéquias. Na missa do domingo in albis ele comentou quepoucos anos de vida religiosa foram suficientes para que ela recebesse a graça do martírio, pois deu a sua vida por amor, como São Maximiliano Maria Kolbe, também mártir. E evocando as “sugestões que o seu nome encerra”, disse: “Linda alva é a branca veste que ela, como cada cristão, recebeu no seu batismo; Linda alva é o seu hábito azul de Irmã de Caridade, agora alvejado no Sangue do Cordeiro (Ap. 7, 14) ao qual se misturou o seu sangue; Linda alva é a límpida aurora da Páscoa de Jesus, que raiou para ela três dias depois da sua trágica sexta-feira santa. Límpida aurora – linda alva – da sua própria Páscoa!”

Oração para suplicar a Beatificação

“Pai Santo, vosso amor seduziu o coração de Irmã Lindalva
 que se deixou guiar pelo dever de cuidar do seu pai e, em seguida,
 pela obediência da fé, escolher a Vida Consagrada. No Carisma Vicentino, dedicação plena aos mais abandonados, sua vida ganhou, também na Sexta-feira Santa, a coroa do martírio. Seu hábito azul de Filha da Caridade, tingido de Sangue, tornou-se Linda Alva no Sangue do Cordeiro. Concedei-nos, vos pedimos, a graça de sua beatificação afim de que ela, na Igreja, inspire a
oferta de muitos e seja a testemunha perene da límpida aurora da
Páscoa de Jesus, o Filho Amado, que convosco vive e reina na
unidade do Espírito Santo. Amém.”


Dia da memória litúrgica: 7 de janeiro
Restos Mortais: na capela do Abrigo Dom Pedro II, desde 3/mar/2001 (no abrigo onde trabalhava e foi assassinada: Av. Luiz Tarquínio, 20 – Boa Viagem, Salvador, BA).
Causa de canonização: sediada na Arquidiocese de Salvador, BA. Ator: Província do Recife da Congregação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo (vicentinas)[1].
Nihil obstat em 19/out/1999; exumação em 30/mai/2000; processo informativo diocesano iniciado em 17/jan/2000[2] e encerrado em 3/mar/2001; publicação da positio: 26/jul/2002!; comissão dos Teólogos em 26/set/2006. Decreto sobre o Martírio em 16/dezembro/2006; Beatificação em 2/dezembro/2007. Postulador: Frei Paolo Lombardo, OFM;  vice-Postuladora: Irmã Célia B. Cadorin, ciic.
Bibliografia sobre Irmã Lindalva:
Serva de Deus Lindalva Justo de Oliveira, Filha da Caridade de São Vicente de Paulo. Opúsculo xerografado Pela Congregação das Filhas da Caridade, 2001
Gaetano PASSARELLI. O sorriso de Lindalva. Recife: Gráfica Dom Bosco, 2003, 91 p.
Para comunicar graças alcançadas pela serva de Deus:
Cúria Provincial das Filhas da Caridade
Rua Henrique Dias, 208   Boa Vista
50070-140  Recife  PE
Tel.: (81) 4009 9609 ou 4009 9600
aspvrsec@veloxmail.com.br (informações com Ir. Leonete Custódio, FC)

FÉ


FONTE: 

Fé (do Latim fides, fidelidade e do Grego pistia[1] ) é a firme convicção de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.
A fé como qualquer manifestação de convicção acompanha absoluta abstinência à dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e lógica conceitual. Ou seja, sendo a fé uma forma de convicção, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. A expressão se relaciona semanticamente com os verbos crer, acreditar, confiar e apostar, embora estes três últimos não necessariamente exprimam o sentimento de fé, posto que podem embutir dúvida parcial como reconhecimento de um possível engano, porém, de relevância pouco conveniente numa certa situação, por exemplo: Um apostador numa casa de jogos tem conciência de que pode perder, mas realiza a aposta mesmo assim pois considera o risco pouco crítico, seja pelo possível prejuízo pouco significativo, pela possível recompensa altamente justificável ou uma junção ponderada dos dois fatores... Em outras palavras "Porque vale a pena arriscar". Da mesma foram é possível confiar, ou acreditar, em alguém sem tercerteza absoluta do retorno por falta de opção, como num pagamento de resgate mediante o sequestro de um familiar.
É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa, um objeto inanimado, umaideologia, um pensamento filosófico, um sistema qualquer, um conjunto de regras, umparadigma popular social e historicamente instituido, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. Tal sentimento não se sustenta em evidências, provas ou entendimento racional (ainda que este último critério seja amplamente discutido dentro da epistemologiae possa se refletir em sofismos ou falácias que o justifiquem de modo ilusório) e, portanto, alegações baseadas em fé não são reconhecidas pela comunidade científica como parâmetro legítimo de reconhecimento ou avaliação da verdade de um postulado. É geralmente associada a experiências pessoais e herança cultural podendo ser compartilhada com outros através de relatos, principalmente (mas não exclusivamente) no contexto religioso, e usada frequentemente como justificativa para a própria crença em que se tem fé, o que caracteriza raciocínio circular.
A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais (tais como reconforto em momentos de aflição desprovidos de sinais de futura melhora, relacionando-se com esperança) e a motivos considerados moralmente nobres ou estritamente pessoais e egoístas. Pode estar direcionada a alguma razão específica (que a justifique) ou mesmo existir sem razão definida. E, como mencionado anteriormente, também não carece absolutamente de qualquer tipo de argumento racional.

domingo, 2 de janeiro de 2011

FREI GALVÃO E OS FENOMENOS PARANORMAIS

OS DONS MÍSTICOS DE FREI GALVÃO

Frei Galvão (Guaratinguetá, 1739 — São Paulo, 23 de dezembro de 1822

Os Dons de Frei Galvão  

       Por causa do imenso amor e caridade de seu Servo, Deus o agraciou com diversos dons, dos quais jamais serviu-se em interesse próprio,ao contrário, sempre os colocou a serviço da misericórdia divina. Todos os casos narrados foram devidamente comprovados por documentos.  
       São eles:

   BILOCAÇÃO: 
 (estar em mais de um lugar ao mesmo tempo), telepatia (transmissão ou comunicação de pensamento e sensações, a distância entre duas ou mais pessoas), premonição (sensação ou advertência antecipada do que vai acontecer), clarividência (vê o que está para acontecer), levitação (erguer-se acima do solo) e telepercepção (adquirir conhecimento de fatos ocorridos a grandes distâncias).
         Relatamos a seguir alguns casos. Àqueles que se interessarem por mais detalhes da vida de nosso querido “padre santo” devem procurar na Editora Santuário o livro “Frei Galvão: O frade menor que São Paulo aprisionou”, de autoria de Frei Carmelo Surian:

Bilocação         Pelo que consta, o fato ocorreu por volta de 1810, às margens do rio Tietê, no distrito de Potunduva (Airosa Galvao) municipio de Jaú, próximo à Pederneiras e Bauru. Manuel Portes, capataz de uma expedição de vinha de Cuiabá, homem de temperamento instável, castigou severamente o caboclo Apolinário por indisciplina. Ao notar o capataz distraído, o caboclo, por vingança, o atacou pelas costas com um enorme facão, e fugiu.         Sentindo que a vida abandonava-lhe o corpo, Manuel Portes, no auge de desespero pôs-se a gritar: 

“Meu Deus, eu morro sem confissão! Senhor Santo Antônio, pedi por mim! Dai-me confessor! Vinde, Frei Galvão, assistir-me! Eis que então alguém gritou, avisando que um frade se aproximava, e todos identificaram Frei Galvão. Assim contaram as testemunhas: “aproximou-se o querido sacerdote, afastou com um gesto dos espectadores da trágica cena, abaixou-se, sentou-se, pôs a cabeça de Portes sobre o colo e falou-lhe em voz baixa, encostando-lhe depois o ouvido aos lábios. Ficou assim alguns instantes, findo os quais abençoou o expirante. Levantou-se, então, fez um gesto de adeus e afastou-se de modo tão misterioso quanto aparecera”. 

Afirma-se que naquele instante Frei Galvão encontrava-se em São Paulo, pregando. Interrompeu-se, pediu uma Ave-Maria por um morimbundo e, acabada a oração, prosseguiu a pregação.
         Há outros casos semelhantes, principalmente relatos de socorro de Frei Galvão aos moribundos.

TELEPATIA:   
      Em uma cidade Frei Galvão era conduzido em uma cadeirinha coberta. Uma senhora, através de sua janela de rótulas (madeiras cruzadas), vê a cadeirinha, em que sabe, está o “santo frade”. E ela, sucumbida pelas amarguras da vida, soluçando, pensa consigo: “Ah, se Frei Galvão se lembrasse de mim, se ao menos me desse sua benção”. No mesmo instante Frei Galvão levanta as cortinas da cadeirinha, debruça-se para fora, em direção daquela janela, e sorridente, abençoa a senhora, atrás das rótulas. E os que presenciaram o fato, afirmaram que o franciscano não tinha a menor possibilidade de ver aquela senhora, porque era conduzido pelo lado oposto da rua.


PREMONIÇÃO: 
         Em todas as vilas e cidades por onde passava, a pedido dos párocos, Frei Galvão pregava. Por vezes era tão numeroso o auditório que, não o contendo dentro da igreja, era preciso pregar ao ar livre. Em Guaratinguetá ocorreu um fato extraordinário: o sermão havia começado, quando se forma uma grande tempestade; a chuva desaba, e quando viram que ela chegava ao largo, onde se encontravam, quiseram se retirar. Frei Galvão, porém, lhes disse que fiquem pois nada sofrerão. De fato, a chuva não caiu sobre o Largo.Outra narração impressionante:
         O seguinte testemunho foi do Dr. Afonso d’Escragnole Taunay: “Um cavaleiro que passava alta madrugada por São Paulo viu Frei Galvão sentado à soleira de entrada de uma casa. Ofereceu-lhe o cavalo, propondo-se a acompanha-lo até o Recolhimento, fazendo-se ver que ele se arriscava a adoecer, imobilizado, como estava, sob tão áspera temperatura e sob garoa. Frei Galvão agradeceu a oferta, porém não aceitou, argumentando que precisava demorar-se aonde estava, tendo para tanto motivos fortes. O cavaleiro não insistiu e seguiu viagem. Dela voltando, soube do fato que impressionara muito a cidade, e fê-lo estremecer: na manhã seguinte ao encontro com Frei foi achado morto em sua própria casa, um homem rico que vivia solitário, avarento e agiota. Era exatamente o morador do prédio em cuja soleira estava “Frei Galvão”.

CLARIVIDENCIA:
         Uma menina foi levada à presença de Frei Galvão. No decorrer da conversa, perguntou à ela sobre o que desejava ser. Respondeu que queria ser freira. Frei Antonio a abençoou com carinho e profeticamente lhe confirma a vocação. De fato, aos 19 anos ela ingressa em um Convento.


LEVITAÇÃO:
    No Mosteiro da Luz há viários testemunhos sobre a capacidade de Frei Galvão tinha de levitar. Dentre eles, há o relato de uma senhora nos seguintes têrmos: caminhando em plena rua, pôde observar o Frade que se aproximava todo recolhido. Ao se cruzarem, ela exclamou, espantada: “Senhor Padre, vossemecê anda sem pisar no chão?” E o Frei sorriu, saudou e seguiu diante.


TELEPERCEPÇÃO:
  Antigamente, quando os sinos badalavam fora de horário de reza, a comunidade se reunia pois sabia que algo de extraordinário acontecera. Certo dia, os sinos do Mosteiro tocaram e a população atendeu a convocação. Frei Galvão, então já bem idoso, anunciou: “Rebentou em Portugal uma revolução” (talvez a de 1820). E relatou detalhes como se estivesse assistindo a tudo pessoalmente. Semanas depois, chegaram notícias confirmando as visões de Frei Galvão.


FONTE:http://www.saofreigalvao.com/w3c_dons.asp