sexta-feira, 17 de abril de 2015

10 Parques Nacionais no Brasil

FONTE:http://www.trilhaseaventuras.com.br/
Você conhece os parques nacionais brasileiros? Não? Só alguns? Então aqui vai uma lista com algumas das mais incríveis unidades de conservação do nosso país! Separe a mochila, a máquina fotográfica e boa viagem pelos Parques Nacionais no Brasil!

Um passeio na terra das águas

Conhecer o Parque Nacional do Pantanal é praticamente uma obrigação para quem gosta de viajar! Quando é época das cheias, o Rio Paraguai forma enormes áreas inundadas de grande beleza. Mas no período da seca (maio a setembro) o parque também merece uma visita, pois é mais fácil observar a incrível diversidade de fauna pantaneira. A principal atração turística é a observação embarcada de animais silvestres, incluindo aves em seus ninhais, capivaras, cervos-do-pantanal, jaguatiricas, lontras, cobras e jacarés. Nesse parque nacional, o único de todo o Pantanal, existem mais de 4.700 espécies registradas. Nada mal não é?
Fonte: WikiParques – Foto: Fundação Grupo Boticário
Parque Nacional do Pantanal
Parque Nacional do Pantanal

A mais bonita do mundo!

Conhecidas por serem um dos destinos mais desejados pelos brasileiros, as praias do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha encantam até aqueles que já estão acostumados com paisagens paradisíacas! As águas quentes e transparentes do parque chegam a ter 50 metros de visibilidade e, com isso, atraem mergulhadores do mundo inteiro. A Praia do Sancho foi escolhida a mais bonita do mundo pelo site de viagens Trip Advisor. Tartarugas, golfinhos, peixes coloridos e até tubarões podem ser avistados ‘nos mares’ de Fernando de Noronha. É um destino realmente impressionante! É possível chegar a Fernando de Noronha por meio de voos regulares, a partir de Natal (RN) ou Recife (PE).
Fonte: WikiParques – Foto: Marcos Amend/Fundação Boticário
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha

Um paraíso de praias desertas no litoral paranaense

Ainda pouco conhecido, o Parque Nacional do Superagüi possui 38 quilômetros de praias desertas, que podem ser visitadas a pé ou em passeios de bicicleta. Outra atração muito procurada é a observação de botos em suas baías ou ainda ver a revoada dos bandos dos papagaios-da-cara-roxa nas ilhas Pinheiro e Pinheirinho. Vale a pena esticar um pouco o passeio e conhecer a Reserva Natural Salto Morato, que possui uma queda d’água de cem metros de altura e um aquário natural com água cristalina. Administrada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a reserva também é muito procurada para observação de aves. Simplesmente imperdível!
Fonte: WikiParques – Foto: Zig Koch/Fundação Boticário
Barra do Ararapira - Parque Nacional do Superagüi - Guaraqueçaba - PR
Barra do Ararapira – Parque Nacional do Superagüi – Guaraqueçaba – PR

Conservação e turismo na cidade maravilhosa!

Visita obrigatória no Brasil, o Parque Nacional da Tijuca é o mais visitado do país, recebendo cerca de dois milhões de pessoas por ano. As atrações mais conhecidas são o Corcovado com o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar. Além desses, a Pedra da Gávea também atrai muitos turistas que buscam a emoção da prática da asa delta. As praias cariocas também completam a paisagem que é de tirar o fôlego!
Fonte: WikiParques – Foto: Daniel De Granville/Fundação Boticário
Parque Nacional da Tijuca - RJ
Parque Nacional da Tijuca – RJ

Dunas ou piscinas naturais? Dá pra ter os dois!

Com um visual único no país, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses possui campos de dunas livres que chegam a 40 metros de altura, além de muitas lagoas entre elas que são um convite aos mergulhos. O melhor período para se visitar o parque é entre maio e setembro, quando as lagoas estão cheias (não perca uma chamada ‘Lagoa Bonita’!). Os manguezais, que são fruto de um fenômeno geológico de milhares de anos, também são atrativos. É uma paisagem inesquecível! A cidade mais próxima do parque é Barreirinhas (MA), a 320 km de São Luís.
Fonte: WikiParques – Foto: Marcos Amend/Fundação Boticário
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Gosta de cachoeira? Que tal 200?

Se você fizer uma lista elencando os lugares que precisa conhecer no Brasil, coloque o Parque Nacional do Iguaçu no topo. Localizado em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com a Argentina, o parque abriga as mundialmente famosas Cataratas do Iguaçu, que são sua principal atração. Consideradas uma das novas sete maravilhas da natureza, as quase 300 quedas que formam as cataratas estão dispostas em aproximadamente 2.700 metros de largura, precipitando-se em quedas que chegam a 80 metros de altura. Turistas brasileiros e internacionais ficam encantados com o volume de água que jorra dos saltos, que em 2013 chegou a 15 milhões de litros por segundo. Quando for visitar, vale a penar dar uma esticada e conhecer, na Argentina, a poucos quilômetros dali, o Parque Nacional Iguazú, que oferece outra visão das cataratas.
Fonte: WikiParques – Foto: Haroldo Palo Jr/Fundação Boticário
Cataratas do Iguaçu
Cataratas do Iguaçu

Quer um mirante de tirar o fôlego? Você precisa conhecer esse parque!

Visitar o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é uma viagem à história e à natureza do Cerrado. Localizado entre os municípios Alto Paraíso e Cavalcante, em Goiás, a cerca de 200 km de Brasília, o parque é referência para os amantes do chamado ecoturismo. Não é por menos: abriga rios cristalinos, cachoeiras de mais de 100 metros, além de trilhas e imensos paredões de pedras. Outro charme especial são os pequenos povoados e comunidades tradicionais localizados nos arredores do parque, nos quais é possível conhecer mais sobre a história do local com moradores antigos, que fizeram parte dela. Declarado como Patrimônio Mundial Natural, o parque também preserva áreas de antigos garimpos, como parte da história local. O passeio é ideal para quem gosta de cachoeiras e para aqueles que precisam se desligar do dia a dia e repor as energias.
Fonte: WikiParques – Foto: Daniel de Granville/Fundação Boticário
Chapada dos Veadeiros
Chapada dos Veadeiros

Natureza intocada de uma beleza incrível!

Situado no centro da Bahia, o Parque Nacional da Chapada Diamantina protege ambientes variados, como formações florestais, campestres e rupestres. A beleza cênica é única e os atrativos são muito variados, como cachoeiras, grutas e trilhas. Quando for visitar, não deixe de conhecer a Cachoeira da Fumaça, o Morro do Pai Inácio, o Poço Encantado e a Gruta da Torrinha. Mas prepare- se: o acesso aos atrativos é feito por caminhadas. O parque tem visitação livre e é possível conhecê-los por várias localidades, como Lençóis, que está a cerca de 400 km de Salvador (BA).
Fonte: WikiParques – Foto: Daniel de Granville/Fundação Boticário
Parque Nacional da Chapada Diamantina
Parque Nacional da Chapada Diamantina

É a cara do Brasil ‘lá fora’!

Todo brasileiro precisa conhecer o Parque Nacional da Amazônia! Localizado no oeste do Pará, esse parque protege inúmeras nascentes de rios que contribuem para a formação dos rios Amazonas e Tapajós. Esse último possui uma trilha interpretativa dentro do parque, com 2,6 km de extensão ao longo de sua margem. Outro grande atrativo é o circuito de lagos – dos Patos, das Capivaras e dos Jacarés. A melhor época para visitá-lo é entre julho e outubro, quando das temperaturas são mais amenas e os dias mais claros. É importante levar sua própria alimentação e também água potável. A infraestrutura de atendimento ao visitante é limitada. O parque está localizado em Itaituba (PA) – a cerca de 1.400 da capital Belém – e a cidade grande mais próxima é Santarém (PA), a aproximadamente 360 km.
Fonte: WikiParques – Foto: Marcos Amend/Fundação Boticário
Parque Nacional da Amazônia
Parque Nacional da Amazônia

Um visual que encantou até Darwin!

Prepare-se para um visual incrível. É isso que você vai ver ao chegar de barco na Ilha Siriba, a única que é aberta a visitação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Conchas, corais, peixes coloridos e piscinas naturais. Esse paraíso foi a primeira unidade de conservação marinha do Brasil e abriga a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul! O mergulho também é uma boa pedida e se você for entre julho e novembro ainda tem chance de ver as Baleias Jubarte, que usam as águas quentes e tranquilas para procriar. Até Charles Darwin, conheceu esse parque em 1832! Você não vai perder essa chance, vai?
Fonte: WikiParques – Foto: Marcos Amend/Fundação Boticário
Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
Fonte: Fundação Boticário

sábado, 21 de setembro de 2013

EUA estiveram perto de detonar bomba atômica na Carolina do Norte em 1961

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EUA estiveram perto de detonar bomba atômica na Carolina do Norte em 1961

Cada uma das duas bombas tinha uma potência 260 vezes maior que a bomba lançada em Hiroshima (Japão) anos ante …Londres, 21 set (EFE).- A Força Aérea dos Estados Unidos esteve a ponto de detonar, acidentalmente, uma bomba nuclear de quatro megatons sobre a Carolina do Norte (EUA) em 1961, segundo documentos desclassificados divulgados neste sábado pelo jornal britânico "The Guardian".
No dia 23 de janeiro de 1961, duas bombas de hidrogênio Mark 39 foram lançadas acidentalmente sobre a cidade de Goldsboro. Elas caíram de um bombardeiro da Força Aérea americana, um B-52, que sofreu uma avaria em pleno voo quando sobrevoava esse estado americano.
Segundo a informação publicada pelo jornal britânico, cada uma das duas bombas tinha uma potência 260 vezes maior que a bomba lançada em Hiroshima (Japão) anos antes e uma delas teve o processo de detonação iniciado.
Apesar de o governo dos EUA ter reconhecido anteriormente esse acidente, nunca divulgou o quão perto a bomba esteve de ser detonada por acidente e, por outro lado, sempre negou que a vida dos cidadãos estivesse em perigo devido a erros nos sistemas de segurança.
Durante um problema no avião, uma das bombas foi lançada da aeronave como se tivesse sido ativada de propósito e foi um interruptor de baixa tensão o que permitiu evitar que ela explodisse e ocasionasse, segundo o "Guardian", uma catástrofe de dimensões monumentais.
Os documentos secretos foram obtidos pelo jornalista investigativo Eric Schlosser, que revelou que um explosivo desse tipo "teria mudado literalmente o curso da história" se tivesse sido detonado.
O repórter realizou a descoberta enquanto fazia pesquisas para seu novo livro que trata da corrida nuclear.
Durante o transcurso de suas pesquisas, Schlosser descobriu que entre 1950 e 1968, ocorreram pelo menos 700 acidentes "significativos" e incidentes, envolvendo 1.250 armas nucleares.
O "Guardian" afirmou também que o avião em questão realizava um voo rotineiro quando sofreu a avaria enquanto sobrevoava a Carolina do Norte e que, se a bomba tivesse explodido, o impacto teria afetado cidades como Filadélfia, Baltimore, Washington e a parte norte de Nova York.
Esse incidente ocorreu apenas três dias depois que John F. Kennedy pronunciou seu discurso de posse como presidente dos Estados Unidos.
Um responsável pelos mecanismos de segurança das armas nucleares do governo dos EUA, Parker Jones, reconheceu em um relatório divulgado oito anos depois que os explosivos não contavam com a segurança adequada. EFE

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

OS SEGREDOS DO ESPIRITISMO OU A COMUNICAÇÃO COM O ALÉM


FONTE:     http://www.maria-medium-numerologa.com/newsletter.html#     

 Se pudéssemos entrar em contato com uma pessoa desaparecida, o que ela nos diria? Se pudéssemos falar com alguém que viveu há 200 anos, o que pediríamos?

Provavelmente, cada um de nós já fez estas perguntas, em um momento ou outro. E alguns afirmam que as respostas encontram-se na prática do espiritismo, ou na comunicação com os espíritos.


O que é o espiritismo?

O espiritismo é uma crença, uma doutrina e uma filosofia. Apoia a existência de seres invisíveis e intangíveis, denominados espíritos. Os que aderem a esta crença (os «espíritas») tentam entrar em contato com os espíritos - geralmente, pessoas que morreram recentemente, mas não é só isso.

Estes contatos são estabelecidos por vários motivos: para conhecer o futuro, para influenciar os acontecimentos futuros ou obter alguma informação.

É graças à intervenção de pessoas com dons especiais - os «médiuns» - que esses contatos são possíveis. Muitas vezes, as «sessões de espiritismo» são realizadas em torno de uma mesa, onde o médium e os participantes se reúnem para tentar se comunicar com o mundo espiritual.

Espiritismo e espiritualismo - dois conceitos que não devem ser confundidos

A noção de espiritismo deve ser diferenciada da de «espiritualismo».

O espiritualismo afirma a existência do espírito, que precede e está acima da matéria. Em outras palavras, nós somos muito mais do que matéria. Esta doutrina opõe-se ao «materialismo» que diz que nós somos matéria, e que tudo em nossa vida (incluindo as emoções, o nosso comportamento) existe apenas devido à matéria.

O espiritualismo nos ensina a não limitarmos a nossa visão à simples matéria.

Porém, o espiritismo vai muito mais longe. Este afirma a existência de espíritos no «além», um verdadeiro «mundo espiritual». Para os seguidores do espiritismo, a interação do nosso mundo com o além e a comunicação com os espíritos são fatos inegáveis.  


Um pouco de história...

Tudo começou com «mesas girantes»


Em 31 de março de 1848, na cidade de Hydesville nos Estados Unidos, ocorreram eventos inexplicáveis em uma casa onde viviam três irmãs. As irmãs Fox ouviam barulhos e batidas, que foram logo atribuídos a uma pessoa desaparecida, um comerciante.

As três irmãs entraram em diálogo com esse espírito, usando um sistema de correspondência entre as palavras e os sons: cada letra do alfabeto correspondia a um determinado número de batidas e, dessa forma, as letras iam formando palavras. Desse modo, as irmãs desenvolveram o primeiro método de comunicação entre os dois mundos.

Estes acontecimentos foram se multiplicando e nasceu uma verdadeira tendência a tentar comunicar-se com o além. Foi, sobretudo, o método das «mesas girantes» que teve mais seguidores: os participantes davam-se as mãos ao redor de uma mesa, que começava a se mover ou produzir ruídos sob a ação do espírito invocado. Esta «moda» propagou-se rapidamente na Europa.

Era o início do movimento espírita que começou a intrigar cada vez mais os pesquisadores científicos.
Em 1854, o educador francês Hippolyte Léon Rivail - que mais tarde levaria o nome de Allan Kardec - começou a ter interesse pelo fenômeno.


Allan Kardec, o «pai» do espiritismo

Este professor, nascido em Lyon e um entusiasta das ciências sociais, realizou uma investigação aprofundada sobre o fenômeno das mesas girantes.

Seu espírito científico encontrou as primeiras explicações. Esse fato estava relacionado ao magnetismo: o fluido magnético era reconhecido como um fenômeno bem real (como a eletricidade), podendo agir sobre os objetos inanimados e movê-los.

Porém, daí a acreditar que as mesas poderiam falar e transmitir uma mensagem vinda dos espíritos, o caminho ainda era longo. O espírito crítico do professor Kardec não estava disposto a apoiar essas teorias.

Allan Kardec levou, portanto, a sua investigação ainda mais longe. Assistiu a vários experimentos, ao lado de outros conceituados cientistas. Pouco a pouco, esse fenômeno foi ganhando contornos mais claros.



As conclusões de Allan Kardec

Aqui está uma das suas primeiras observações: os espíritos, ou seja, as almas dos homens e das mulheres que desapareceram do nosso mundo, não têm a plena sabedoria nem o conhecimento absoluto. Seu conhecimento está limitado ao seu nível de desenvolvimento. Como as pessoas vivas, a opinião de um espírito possui o único valor de uma opinião pessoal.

Os espíritos não eram infalíveis nem «todo poderosos». Esta primeira conclusão foi importante, porque evitava a alienação e os excessos. Não havia nenhuma razão para «idolatrar» os espíritos.


Esta foi a segunda conclusão encontrada por Allan Kardec: além das mensagens recebidas dos espíritos, o importante é que esta comunicação prova a existência de um mundo invisível, mas muito real, um mundo além do nosso.

Como resultado dessas revelações, a tendência ao espiritismo cresceu consideravelmente.

As sessões de espiritismo se espalharam por todo o mundo, na Europa e outros lugares. Cada vez mais cientistas participavam, contribuindo para torná-las credíveis.

Pouco a pouco, as perguntas feitas e as respostas obtidas foram constituindo uma verdadeira doutrina.

Allan Kardec teve depois a ideia de sintetizar este ensinamento e de codificar a doutrina do espiritismo. Foi quando surgiu a sua obra «O Livro dos Espíritos».

Daí em diante, ele foi reconhecido em todo o mundo como o «codificador do espiritismo».

Parece que mais de 10 médiuns participaram na elaboração deste livro que estabelece as bases do espiritismo. O papel destes médiuns era comparar as respostas obtidas durante as «sessões» e diversificar as conclusões.

Allan Kardec tinha a ambição de revelar a todos a existência desse mundo invisível - através deste livro - e, dessa forma, trazer uma nova luz e dar um sentido à nossa vida e à missão que temos para cumprir na Terra.

Segundo esta doutrina, a nossa responsabilidade como seres humanos é incentivar a evolução de todos e cada um, sem exceção, para que toda a humanidade evolua e seja aperfeiçoada.

O espiritismo foi definindo-se cada vez mais como uma ciência: a ciência que demonstra a existência da alma imortal. A reencarnação da alma faz parte dessa crença.

Em todos os seus livros, Kardec afirma que o espiritismo não é uma religião, mas uma ciência.

«A verdade é a característica essencial de qualquer revelação científica», diz ele.

Ao longo da história, estas revelações científicas foram se encadeando: a astronomia revelou a verdade sobre o mundo dos astros, a geologia sobre a formação da terra, a química sobre a composição das substâncias, e a medicina sobre as funções do corpo.

Da mesma forma, hoje o espiritismo revela, segundo Kardec, o mundo espiritual. Trata-se, portanto, de uma verdadeira revelação no sentido científico da palavra.


Os ensinamentos do espiritismo

O lema do espiritismo, inscrito sobre o túmulo de Allan Kardec (no cemitério de Père Lachaise em Paris) é o seguinte:

«Nascer, morrer, renascer ainda e progredir continuamente, esta é a Lei».

De acordo com os espíritas, o ser humano é composto pelos seguintes elementos:

1. A matéria orgânica: os ossos, os músculos, o sangue, etc. Isto constitui o corpo físico.

2. A personalidade, a consciência, a inteligência, a vontade, etc. Isto constitui o espírito.

3. A energia que atua no corpo, músculos, etc., e que determina o estado de saúde do corpo e o seu vigor. Isto constitui o que se denomina «o perispírito».

O espiritismo afirma que Deus criou o homem sob a forma de espírito.

Como espírito, cada um de nós destina-se a evoluir, progredir, aproximar-se cada vez mais da perfeição. Recebemos o dom do «livre-arbítrio», que implica direitos e responsabilidades, e Deus faz-nos uma única recomendação: amar o nosso semelhante e fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem.  

O egoísmo é o pior caminho que uma alma pode seguir. Somente a generosidade e o amor para com o nosso próximo podem fazer-nos progredir e cumprir a nossa «missão» de evolução.

Com base nesta recomendação, todos são livres para fazer as suas escolhas.


O espiritismo e a reencarnação

Ainda de acordo com os espíritas, para evoluir nesta missão, os espíritos encarnam: eles vêm ao mundo na forma de corpo, e durante o seu tempo de vida humana, espera-se que continuem na sua missão de evolução, aperfeiçoamento e reparação de eventuais erros.

Temporariamente revestida da forma carnal, a alma se beneficia das condições necessárias para se purificar e iluminar.

Por isso, cada um de nós é um espírito encarnado na Terra.

No momento do nascimento, as memórias das vidas passadas são apagadas; esta amnésia temporária no início de uma vida permite que os espíritos vivam e ajam espontaneamente, sem estar condicionados, e sem o peso das memórias anteriores.

As diferentes reencarnações corporais do espírito são sempre progressivas, nunca regressivas.

Isso significa que a alma humana está em constante evolução. Porém, a rapidez do seu progresso depende dos esforços do espírito para alcançar a perfeição.

A vida na terra é como uma escola, onde os alunos nunca regridem, mas onde todos progridem ao seu próprio ritmo. Às vezes, os alunos precisam de aulas extras até que entendam bem o que está sendo ensinado.

Todos temos várias vidas, mas cada reencarnação apaga as memórias da anterior. O principal objetivo da reencarnação é obter o aperfeiçoamento em nível individual, mas nosso objetivo final é contribuir para a melhoria progressiva da humanidade.


Os espíritos que se comunicam conosco

Após a morte, cada espírito ocupa uma posição diferente no mundo espiritual, dependendo do estágio de evolução alcançado, e de acordo com os seus méritos pessoais.

Os espíritos desencarnados podem comunicar-se com a humanidade. Porém, devemos receber as suas mensagens com discernimento.

De fato, de acordo com os espíritas, a morte de uma pessoa não a faz melhor ou pior do que antes da sua morte. Ela continua com o seu caráter, defeitos e qualidades que possuía durante a sua vida. Portanto, as suas reações e atitude dependerão da sua personalidade e do seu grau de evolução.

Dessa forma, poderemos encontrar:

  •     «Espíritos imperfeitos»

Estes continuam muito apegados ao mundo material, apesar de o terem deixado; são dominados pelas suas paixões. Eles podem ter comentários arrogantes ou até mesmo maliciosos. O fato de terem perdido os benefícios da vida na terra e os privilégios que tinham representa para eles uma fonte de frustração que, muitas vezes, é expressa em um círculo de «espíritas» (participantes em uma sessão de espiritismo).

Esses espíritos podem manifestar-se de várias maneiras:

- Os espíritos «impuros» têm um mau comportamento e podem tentar enganar quem entra em contato com eles.

- Os espíritos «de luz» só procuram se divertir à custa de um grupo de espíritas.

- Os espíritos «neutros» são inofensivos, mas, às vezes, pensam que ainda estão vivos e são obcecados pela sua vida anterior.

- Os espíritos «perturbadores» têm um comportamento extravagante e nunca deixam mensagens positivas.


  •     Os «bons espíritos»

Estes espíritos conservam muito pouco dos hábitos terrestres e voltam-se para o mundo espiritual. Sua evolução já está bem avançada, e possuem um grande entendimento da missão espiritual que é concedida aos homens, bem como da natureza divina de todas as coisas.

Seu contato é benéfico, e opõem-se à má influência exercida pelos espíritos impuros.

Podem tornar-se protetores dos seus familiares na Terra, ou até mesmo proteger um grupo que procura estabelecer contato com eles. Eles podem anunciar qualidades espirituais elevadas tais como a sabedoria, a generosidade, a paz interior, e defender um nível elevado de valores morais e intelectuais.

  •     Os «espíritos puros»

Estes espíritos estão completamente desligados da vida na terra e da matéria. Graças aos seus méritos e esforços para evoluir, conseguiram alcançar esferas elevadas e não têm mais necessidade de encarnar.

Eles ainda poderão fazê-lo, mas, neste caso, o seu gesto representa um sacrifício que querem cumprir de livre vontade. De alguma forma, eles realizam uma missão generosa em benefício da humanidade. Estes espíritos estão presentes na tradição popular sob o nome de anjos ou arcanjos.


O segredo para comunicar-se com os espíritos

De acordo com os espíritas, estamos todos destinados a evoluir constantemente, à procura do nosso desenvolvimento espiritual.

Para isso, o segredo é controlar a nossa «programação mental», ou seja, os nossos pensamentos. Quando os nossos pensamentos são positivos e equilibrados, podemos obter naturalmente harmonia e felicidade. A força positiva e o trabalho mental estão na base da transformação pessoal que cada um de nós é capaz de obter.

A comunicação com os espíritos desencarnados não passa de uma ferramenta complementar para guiar-nos nesse caminho. E quando os nossos pensamentos são equilibrados, podemos entrar em contato com os espíritos positivos e benévolos. Porque, de acordo com os espíritas, atraímos os espíritos que têm afinidades conosco.


Os meios de comunicação com os espíritos

Há tantas maneiras como manifestações para comunicar-se com os espíritos. Porém, em todos os casos, o contato com os espíritos requer sempre a presença de um médium, que vai servir de «canal de comunicação» entre este mundo e o outro.

Desde sempre, as pessoas querem saber o que acontece após a morte. E, desde sempre, muitas vezes, quem recorre a um médium o faz após a morte de um ente querido. Querem saber o que aconteceu com essa pessoa depois da sua morte. Procuram, sobretudo, ser reconfortadas junto dos médiuns que lhes entregam as mensagens. A prova da existência de uma vida após a morte pode aliviá-las o sofrimento.

Uma coisa é certa (e todos os espíritas concordam), esta não é uma prática a ser feita com leviandade. Você nunca deverá tentar experiências de espiritismo simplesmente por curiosidade e, sobretudo, sem uma sólida preparação teórica e mental, com a ajuda de alguém bem informado.

A escrita automática é uma das técnicas mais comuns para entrar em contato com os espíritos. É um tipo de escrita «inconsciente» usando uma folha de papel e uma caneta. O médium que está em contato com um espírito tem uma caneta na mão, e é guiado pelos movimentos inconscientes do braço. As mensagens vão aparecendo em forma de desenhos ou textos.


Os tabuleiros «Ouija» representam outra técnica: os participantes se reúnem em torno de uma mesa. Eles colocam nela uma tábua que tem as letras do alfabeto e os números, bem como as palavras «sim», «não» e «adeus». Um pequeno triângulo de madeira (ou um copo virado) com o nome «indicador» é depois colocado em cima do tabuleiro.

Durante a «sessão», todos os participantes aproximam o dedo do copo). Depois, este vai se movendo sob o efeito da energia do espírito invocado, de uma letra para outra, para formar palavras e dar respostas às perguntas realizadas.

As mesas girantes são, de alguma forma, o símbolo da prática do espiritismo: os participantes se reúnem em torno de uma mesa de madeira. Os espíritos invocados provocam uma espécie de batidas (barulhos mais ou menos intensos) na mesa, que estão associadas a respostas (sim, não, etc.). Porém, esta técnica é arcaica e considerada pouco satisfatória. Hoje, em grande parte, foi abandonada.


Conclusão:

É necessário ter discernimento quando nos dedicamos a esta doutrina e às suas práticas. Se devemos reter uma mensagem positiva, seria a da constante evolução humana.

Todo ser humano tem como missão evoluir, elevar-se para um plano espiritual superior. Através das suas ações generosas, o ser humano rejeita o egoísmo e eleva-se para a solidariedade e o amor ao próximo, favorecendo a evolução da alma.

Se, como afirmam os espíritas, vivemos em um planeta predestinado à «regeneração», nos anos e séculos vindouros a Terra e a humanidade se elevarão para planos cada vez mais altos, até alcançar a perfeição.

Com toda a minha amizade,

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

'Desaparecimento' de ilha no Pacífico intriga cientistas


Expedição não localizou ilha entre a Austrália e a Nova Caledônia que é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Earth




BBC
Imagem mostra ilha deserta próxima à costa da Tanzânia, no sudeste da 
Africa

Um sonho comum à maioria dos exploradores e desbravadores ao 
longo da História tem sido encontrar territórios desconhecidos mas,
 na Austrália, uma equipe de cientistas fez exatamente o contrário:
 eles identificaram uma ilha que não existe.
Conhecida como Sandy Island, a massa de terra é listada por 
cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Maps e no 
Google Earth, onde está localizada entre a Austrália e a
 Nova Caledônia (governada pela França), no sul do Pacífico.
Mas, quando o grupo de cientistas decidiu navegar para
 chegar até ela, simplesmente não a encontraram.
Para o Serviço Hidrográfico da Marinha da Austrália, responsável 
pelas cartas náuticas do país, uma das possibilidades é que tenha 
ocorrido falha humana e que esse tipo de dado deveria ser 
tratado "com cautela" ao redor do mundo, já que alguns 
detalhes são antigos ou simplesmente errados.

De acordo com Maria Seton, uma das cientistas que 
integra a equipe, a ilha aparece como Sable Island no 
Times Atlas of the World e o Southern Surveyor, um navio 
de pesquisa marítima australiano, também afirma que ela existe.
Mas, quando decidiu navegar rumo ao local, a embarcação
 também não avistou nada.
"Nós queríamos checar, porque as cartas de navegação 
a bordo do navio mostravam uma profundidade de 1.400 
metros naquela área, algo muito profundo", diz Seton, da 
Universidade de Sidney, após a viagem de 25 dias.
"Ela está no Google Earth e em outros mapas e por isso 
fomos checar, mas não havia ilha alguma. Estamos realmente 
intrigados. É bem bizarro. Como ela apareceu nos mapas?
 Nós simplesmente não sabemos, mas estamos planejando
 ir a fundo e descobrir", acrescentou.
Teorias da conspiração O tema também ganhou as redes sociais. No Twitter, 
o usuário Charlie Loyd disse que no Yahoo Maps e no Bing Maps 
a ilha também consta como Sandy Island, mas que ao fechar 
o zoom, o território desaparece.
Teorias conspiratórias entre os internautas apontam para um 
possível "truque" de cartógrafos, que incluiriam territórios falsos 
em seus mapas para saber quando alguém está tentando 
roubar seus dados.
Outros dizem que o serviço de hidrografia da França já havia 
identificado que a ilha não existia e tinha solicitado que ela fosse 
apagada de mapas e cartas náuticas ainda em 1979.
Em resposta à polêmica, o Google disse que recebia com bons 
olhos o feedback dos cientistas a respeito do mapa.
"Nós trabalhamos com uma ampla gama de fontes de dados 
comerciais e de pessoas respeitadas para levar aos nossos 
usuários os mapas mais atualizados e ricos em detalhes. 
Uma das coisas mais empolgantes sobre mapas e geografia 
é que o mundo é um lugar em constante transformação, 
e manter-se por dentro dessas mudanças é um esforço
 sem fim", disse um porta-voz da  empresa.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MISTÉRIO NA PEDRA DA GAVEA


MISTÉRIO NA PEDRA DA GÁVEA

POR CHRISTIAN GURTNER - 18.02.2012
Há muitos anos que um mistério ronda a Pedra da Gávea (Rio de Janeiro). Trata-se de uma suposta inscrição esculpida no famoso ponto turístico carioca. Além do mais, a própria pedra teria sido toda esculpida para representar o rosto de um rei fenício.

Mistério da Pedra da Gávea
Porque um rei fenício? Poderia ser um rosto qualquer – caso realmente tenha sido esculpido.
E é aí que surgem as inscrições:
A imagem acima mostra as inscrições reais e a tradução, feita por Bernardo Azevedo Silva Ramos (1858-1931), arqueologista e historiador autodidata. A inscrição, de acordo com sua tradução diz:
Tyro Phenicia, Badezir primogênito de Jethbaal
O fato
Os fenícios foram uma civilização do Mediterrâneo que prosperou através de sua rota marítima comercial pela região. Foram também a primeira civilização a utilizar um alfabeto regular, sendo muitas vezes chamados de o berço de toda escrita moderna.
Badezir foi o rei de Tyro, de 855 A.C. até 850 A.C. Ele era filho de Jethbaal.
A controvérsia
Seria algo revolucionário para a história provar que os fenícios estiveram na América quase mil anos antes de Cristo e seu rei tivesse sido sepultado no Rio. O que já era um cartão postal se tornaria um sítio arqueológico de interesse internacional, reescrevendo a história. Seriam os índios, fenícios? Como os fenícios conseguiram chegar do Mediterrâneo até aqui?
Contudo, uma pequena falha trinca a credibilidade da inscrição: a palavra “Phenicia”. Os fenícios não se intitulavam fenícios. Essa palavra foi criada pelos gregos para intitular o antigo povo. Os fenícios se intitulavam de Canaan. Portanto os fenícios jamais escreveriam isso.
Ceticismo
Historiadores céticos afirmam que o que está escrito na pedra, é nada mais do que NADA. As supostas inscrições são resultado de erosão, onde pode-se ler qualquer coisa que sua imaginação permitir. O rosto esculpido é a mesma coisa.
Todo mistério possui “crentes” e “céticos”. Mas a falha nesse caso nos faz cair mais para o lado “céticos”. O que acham?

FONTE:http://www.escribacafe.com/misterio-na-pedra-da-gavea/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A MALDIÇÃO DE TUTANCAMON


A tumba de Tuntancamon e seus mistérios: mito ou realidade?
Por Rainer Sousa
As lendas e mitos que cercam as pirâmides atraem muitas pessoas e reforçam o lado misterioso que cerca a antiga cultura egípcia. Esse mistério começou a ser instigado com a febre de escavações e expedições arqueológicas que tomaram conta das antigas cidades egípcias. Em 1923, um grupo de pesquisadores comemorou a descoberta da tumba de um faraó com mais de 3000 anos de existência. 

Este faraó era o lendário Tutancamon, que teve sua múmia encontrada ao lado de artefatos em ouro, bacias cheias de grãos e uma inscrição egípcia prometendo que a morte afligiria todo aquele que viesse a perturbar o sono do faraó. Mesmo com seu tom ameaçador, aquele e outros avisos não foram capazes de sanar a cobiça dos saqueadores de tumbas que violaram o descanso de diversas outras múmias. Será que a maldição atingiria aqueles que ignoravam o silencioso aviso? 

Em meio a tantas lendas, o arqueólogo Howard Carter resolveu embrenhar-se na região do Vale dos Reis à procura dos artefatos pertencentes a algum faraó egípcio. Chegando por ali por volta de 1916, a equipe liderada por esse pesquisador não acreditava nos avisos que diziam ser impossível encontrar algum tesouro arqueológico entre tantas escavações inacabadas. Seis anos depois, Howard ainda não havia conseguido encontrar pistas de um desconhecido rei egípcio que havia sido enterrado naquela região. 

Obcecado por suas hipóteses, tentou organizar uma última escavação em uma região ocupada por algumas cabanas. Depois de remover as rudimentares construções do local, as primeiras escavações foram presenteadas com o encontro de uma escadaria. Alguns dias depois, a equipe de Carter percebeu que se tratava de um acesso a uma passagem obstruída. Aquela descoberta impulsionou um trabalho mais intenso que, logo em seguida, desbloqueou um corredor que dava acesso a uma outra porta. 

A porta possuía um lacre visivelmente quebrado e, posteriormente, reconstruído. Tal indício diminui as expectativas de Howard Carter em encontrar um tesouro arqueológico intacto. Depois vencer o obstáculo de uma última porta, a equipe arqueológica deparou-se com uma sala abarrotada de artefatos de grande detalhe e um trono revestido em ouro. Nessa sala percebeu a existência de uma outra porta onde, por uma fresta, identificou-se um novo cômodo. 

Após essas descobertas, Carter teve a astúcia de fechar os acessos àquele local e lançar um monte de entulho na via de acesso a escadaria. Meses depois, levantou uma maior quantidade de recursos e especialistas para trabalharem naquele grande achado. Voltando à primeira sala, retirou e catalogou todos os seus objetos. Dessa vez, abriu o segundo cômodo e lá deu de cara com uma enorme urna funerária que ocupava quase todo o espaço do lugar. 

Em quase três meses de trabalho, removeu outras três urnas menores depositadas dentro da urna maior. No interior da última urna descobriu um pesado sarcófago feito em pedra. Após contar com o auxílio de um guindaste para remover o tampo de pedra, Howard Carter retirou um véu de linho que cobria uma bela máscara mortuária feita em ouro, vidro e pedras coloridas; e um ataúde no formato de um corpo. Depois disso, duas novas camadas de máscaras e ataúdes foram retirados do interior do sarcófago. 

Passados tantos obstáculos, a equipe de arqueólogos vislumbrou o corpo do faraó Tutancamon queimado e enrijecido pelas resinas utilizadas em seu processo de mumificação. A mais valiosa descoberta arqueológica da época foi alcançada depois de anos de dedicação. No entanto, a riqueza da descoberta reavivou os rumores da famosa maldição de Tutancamon. Já na primeira vez que descobriu a escadaria, o canário de Carter foi comido por uma cobra, indicando o primeiro mau presságio. 

Na época em que a tumba foi descoberta, o empresário Lorde Carnavon – financiador da equipe de Carter – foi um dos primeiros a conhecer o sarcófago. Logo em seguida, o empresário teve uma ferida infecciosa provocada pela picada de um mosquito. O estado febril acabou levando-o à morte em poucos dias. Antes de morrer, disse à irmã que Tutancamon o havia convocado. No dia em que faleceu, o cachorro do empresário foi vítima de um enfarte fulminante. 

A notícia da morte de Lorde Carnavon logo agitou os esotéricos e supersticiosos sobre as maldições daquela tumba faraônica. Depois do ocorrido, Arthur Mace – integrante da equipe de Carter – morreu repentinamente no mesmo hotel em que Carnavon passou seus últimos dias. Joel Woolf, dono das primeiras fotos de Tutancamon, e Richard Bethell, secretário de Carter, também faleceram em condições inexplicáveis. Nessa mesma funesta coincidência se juntaram a irmã e a mulher de Carnavon. 

Ao longo de seis anos após a descoberta, trinta e cinco pessoas ligadas à descoberta da múmia de Tutancamon morreram em condições misteriosas. Para combater as lendas e explicações sobrenaturais, cientistas levantaram a hipótese de que alguma substância tóxica ou fungo venenoso fora criado na época para que ninguém viesse a profanar aquela sala mortuária. Outros ainda chegaram a afirmar que os egípcios já conheciam a energia atômica e teriam depositado urânio nas tumbas. 

Durante o século XX, o alvoroço causado pela maldição das tumbas acabou perdendo sua força mediante outras tranqüilas descobertas arqueológicas. Mesmo que as explicações científicas para as tragédias fossem plausíveis, o desencadear de tantas mortes não consegue ser explicado satisfatoriamente como uma simples eventualidade. O desconhecido ainda encobre esse episódio.