domingo, 1 de janeiro de 2012

Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso (3) - As revelações


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Gabriel García Moreno (1821-1875)
“Um presidente 
verdadeiramente católico”

Em aparição de 16 de janeiro
de 1599, Nossa Senhora
disse a Madre Mariana:

“A pátria em que vives deixará

de ser colônia

e será república livre; então,

chamar-se-á Equador e

necessitará de almas heróicas para

sustentar-se no meio de tantas calamidades,

públicas e privadas”. 

Previsão cumprida 200 anos depois. Nessa mesma
aparição, a Santíssima Virgem afirmou:


“No séc. XIX haverá um presidente verdadeiramente católico,

varão de caráter, a quem Deus dará a palma do martírio,

na mesma praça onde está este meu convento.

Ele consagrará a República ao Divino Coração

de meu Filho Santíssimo, e esta consagração

sustentará a Religião católica nos anos posteriores,

os quais serão amargos para a Igreja”. 

Com efeito, em 25 de março de 1874, Gabriel Garcia Moreno
 [foto] tornou o Equador a primeira nação da América
 consagrada ao Sagrado Coração de Jesus. E no ano seguinte,
 a 6 de agosto, entregou sua alma a Deus, assassinado
 pelos inimigos da fé, na mesma praça em que está situado
 o mosteiro. Antes de expirar, escreveu no solo, com o
 próprio sangue: Dios no muere.

“Quando tudo parecer perdido, será o início 
do triunfo da Santa Igreja”



Em aparição de 2 de fevereiro de 1634, Nossa Senhora do Bom Sucesso entregou o Menino Jesus a Madre Mariana.

Em seus braços, Ele revelou-lhe a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, quando “meu Vigário” (o Papa) estiver cativo; e o dogma da Assunção, depois de o mundo sair de um banho de sangue.

O que se verificou, respectivamente, em 1854,
 no pontificado do Bem-aventurado Pio IX, e
 após a II Guerra Mundial, em 1950.

Em 8 de dezembro de 1634, a Rainha do Céu e da Terra
indicou a Madre Mariana que sua invocação de
Bom Sucesso iria ser a sustentação e guarda da fé,
 face à total corrupção do séc. XX. Ela predisse que,

“nesses tempos de calamidade, quase não haverá

inocência infantil [...], a atmosfera estará saturada

de impureza, a qual, como um mar imundo,

correrá pelas ruas, praças e lugares públicos com

uma liberdade assombrosa, de maneira que quase

não se encontrarão no mundo almas virgens[...].

Quanta dor sinto ao te manifestar que haverá

muitos e enormes sacrilégios públicos e também

ocultos, profanações da Sagrada Eucaristia.

[...] Meu Filho Santíssimo será lançado ao solo e

pisoteado por pés imundos. [...] O Sacramento da

ordem sacerdotal será ridicularizado, oprimido

e desprezado, porque nesse sacramento se oprime e

denigre a Igreja de Deus e a Deus mesmo, representado

em seus sacerdotes. [...] O Sacramento do matrimônio,

que simboliza a união de Cristo com a Igreja, será atacado

e profanado em toda a extensão da palavra [...].

Impor-se-ão leis iníquas, com o objetivo de o extinguir,

facilitando a todos viverem mal”.





























Dramaticamente essas profecias indicam o que ocorre
em nossos dias em relação aos sacrilégios, ao sacerdócio
e àquilo que seria então inacreditável: a legalização de
uniões de indivíduos do mesmo sexo, como se elas
 fossem casamento.

E Nossa Senhora do Bom Sucesso acrescentou:

“Quando tudo parecer perdido, será o início do 
triunfo da Santa Igreja. O pequeno número de almas que guardarão o tesouro da fé e das virtudes sofrerá um cruel e indizível padecer, a par de um prolongado martírio [...], haverá uma guerra formidável e espantosa, na qual correrá sangue de nacionais e estrangeiros, de sacerdotes e de religiosas. Essa noite será terrível, pois parecerá ao homem o triunfo da maldade. Será chegada, então, a hora em que Eu de maneira assombrosa destronarei o soberbo e maldito Satanás, pondo-o abaixo de meus pés e sepultando-o no abismo infernal. Deixarei por fim livres, a Igreja e a pátria, de sua cruel tirania [...]. Ora com insistência, pedindo a nosso Pai Celeste que se compadeça e ponha termo, o quanto antes, a tempos tão nefastos, enviando à Santa Igreja o prelado (do latim, “praelatus” — aquele que vai à frente),que deverá restaurar o espírito de seus sacerdotes. A esse filho meu muito querido amamos, meu Filho Santíssimo e Eu, com amor de predileção, pois o dotaremos de uma capacidade rara, de humildade de coração, de docilidade às divinas inspirações, de fortaleza para defender os direitos da Igreja e de um coração terno e compassivo, para que, qual outro Cristo, atenda o grande e o pequeno, sem desprezar o mais desafortunado que lhe peça luz e conselho em suas dúvidas e amarguras [...]. Em sua mão será posta a balança do Santuário, para que tudo se faça com peso e medida, e Deus seja glorificado”.

“Alegre e triunfante, 
qual terna menina, ressurgirá a Igreja”

Em outra ocasião, revelando a mesma situação com ênfase diferente, Nossa Senhora do Bom Sucesso diz:

“Tempos funestos sobrevirão, nos quais, cegando na própria claridade, aqueles que queriam defender em justiça os direitos da Igreja, lsem temor servil nem respeito humano, darão a mão aos inimigos da Igreja, para fazer o que estes quiserem. Mas ai do erro do sábio — o que governa a Igreja —, do Pastor do redil que meu Filho Santíssimo confiou a seus cuidados. Mas quando aparecerem triunfantes e quando a autoridade abusar de seu poder, cometendo injustiças e oprimindo os débeis, próxima está sua ruína. Cairão por terra estatelados. E, alegre e triunfante, qual terna menina, ressurgirá a Igreja e adormecerá brandamente, embalada em mãos do hábil coração maternal de meu filho eleito e muito querido daqueles tempos, ao qual, se dócil prestar ouvido às inspirações da graça — sendo uma delas a leitura das grandes misericórdias que meu Filho Santíssimo e Eu temos usado contigo —, enchê-lo-emos de graças e dons muito particulares, fá-lo-emos grande na Terra e muito maior no Céu, onde lhe temos reservado um assento muito precioso, porque, sem temor dos homens, combateu pela verdade e defendeu, impertérrito, os direitos de sua Igreja, pelo que bem o poderão chamar mártir”.

As profecias de Nossa Senhora à Madre Mariana de
 Jesus Torres impressionam, quer pela clareza com
 que predisse acontecimentos já realizados, quer pela
exatidão com que descreve a imensa crise de nossos dias.

E são inteiramente afins com as mensagens de
 Nossa Senhora em Fátima e em La Salette.


(Fonte: Carlos Antonio E. Hofmeister Poli,
 Coronel do Exército de Cavalaria e Estado-Maior (R), "Catolicismo", fevereiro de 2010),

Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso (2) - Origem da milagrosa imagem


Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso (2) - 

Origem da milagrosa imagem

Madre Mariana de Jesus Torres, quadro de época
continuação do post anterior

A vida de Madre Mariana de Jesus Torres, a quem Nossa
Senhora do Bom Sucesso apareceu, foi escrita com
admirável unção por Frei Manoel de Sousa Peraira, na segunda
 metade do séc. XVIII, baseando-se no Cuadernón, que ele
 pôde consultar.

Este Cuadernón foi posteriormente escondido, em local e
data desconhecidos, a fim de preservá-lo das perseguições
religiosas pelas quais viria a passar o Equador nos
séculos XIX e XX.

No livro A Vida Admirável da Rvda. Madre Mariana 
de Jesus Torres”, de 264 páginas, no qual se baseiam
estas linhas, Frei Manoel relata pormenorizadamente
as três mortes e duas ressurreições de Madre Mariana,
sua atuação como religiosa modelar, seus sofrimentos
 e lutas, os estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo
 (os quais ela recebeu aos 25 anos) e outros fatos
extraordinários de sua admirável vida mística.

Seu corpo incorrupto, que assim se conserva desde sua
derradeira morte em 16 de janeiro de 1635, em
capela de seu mosteiro, confirma alguns desses fatos.

Neste artigo, limitar-nos-emos a abordar mais extensamente
 a aparição de Nossa Senhora para lhe ordenar a confecção
 de sua imagem, e como esta foi realizada; ocupar-nos-emos
também das revelações que Madre Mariana recebeu
da Santíssima Virgem, com referência particular aos
 dias em que vivemos.

Corpos incorruptos de religiosas no convento das aparições
No ano de 1610, rezava insistentemente Madre Mariana à
 primeira hora da madrugada, prostrada ao solo no coro, pelas
 necessidades de seu mosteiro, da colônia espanhola da
América e da Igreja, quando notou a presença de
 uma Senhora de extraordinária formosura, sustentando no
braço esquerdo um Menino belo como a aurora.
Emocionada, a religiosa perguntou:
— Quem sois, linda Senhora, e que desejais de mim, que 
sou só uma sofrida monja?

— Sou Maria do Bom Sucesso, a Rainha dos Céus e da 
Terra. 
Porque me invocaste com terno afeto, venho do céu 
consolar teu aflito coração. Tuas orações, lágrimas e 
penitências são muito agradáveis a nosso Pai Celestial. 
Na mão direita, tenho o báculo que vês, pois quero governar 
este meu mosteiro como Priora e Mãe. Satanás quer 
destruir esta obra de Deus, mas não o conseguirá, 
porque Eu sou a Rainha das Vitórias e a Mãe do 
Bom Sucesso, sob cuja invocação quero fazer prodígios 
em todos os séculos.


É vontade de meu Filho Santíssimo que mandes confeccionar
 uma imagem, tal como me vês, e que a coloques no trono da
abadessa. Na minha mão direita porás o báculo e as chaves da
clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade. Em minha
 mão esquerda porás meu Divino Filho. Eu mesma governarei este
 meu Mosteiro.

— Senhora —ponderou a religiosa — como 
realizar tudo isso, se até desconheço Vossa estatura?

— Dá-me o cordão franciscano que trazes à cintura.

A Santíssima Virgem o tomou e colocou uma de suas 
extremidades na mão de seu Divino Filho, que o 
aplicou à cabeça da Mãe, indicando a Madre Mariana 
que, com a outra ponta, tocasse seus pés.

O cordão milagrosamente se esticou, até 
alcançar a estatura exata da Santíssima Virgem.

— Aqui tens, minha filha, a medida de tua Mãe do Céu. 
Meu servo Francisco del Castilho, a quem explicarás 
minhas feições e minha postura, talhará minha 
imagem, pois tem reta consciência e observa 
religiosamente os mandamentos de Deus e da Igreja. 
De tua parte, ajuda-o com orações e humildes sofrimentos”.

Francisco del Castillo preparou-se com penitências,
 para tão alto encargo: confessou-se, comungou, e no
dia 15 de setembro de 1610 iniciou a confecção da imagem.

Quando faltavam apenas os retoques finais, certo de que a
imagem, embora satisfatória, nem de longe representava o
que Madre Mariana havia visto, resolveu não só fazer mais
penitência, mas saiu de viagem em busca das melhores
tintas para concluir o trabalho.



De regresso, surpreendeu-se ao encontrar já concluída
a imagem. Diante do bispo, fez juramento escrito
 para testemunhar que a imagem não era obra sua, e
que a havia encontrado, ao voltar, com uma forma muito
diferente da que havia deixado, seis dias antes.

Madre Mariana de Jesus descreve assim os acontecimentos:
rezava às três horas da madrugada do dia 16 de janeiro de
 1611, no coro, onde estava a imagem que ia sendo
 esculpida por Francisco del Castillo, quando viu os
arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael,
os quais se apresentavam diante do trono da Rainha dos Céus.

São Miguel, saudando-a, disse: “Ave Maria, Filha de
 Deus Padre”; São Gabriel acrescentou: “Ave Maria,
 Mãe de Deus Filho”; e São Rafael concluiu:
“Maria Santíssima, Esposa puríssima do Espírito Santo”.

Nesse momento apareceu São Francisco de Assis, e se
 uniu aos três arcanjos. Seguidos da milícia celeste,
acercaram-se da imagem semi-acabada, transformando-a
e refazendo-a, dando-lhe uma beleza inigualável que
 mão humana jamais poderia conferir.

A Virgem estava totalmente iluminada, como se
 estivesse no meio do sol. Do alto, a Santíssima
Trindade olhava comprazida o que acontecia,
 e os anjos entoavam suas melodias.

No meio de todas essas alegrias, a Rainha do Céu penetrou
pessoalmente na imagem, como raios de sol que se
 introduzem em um cristal.

Como que tomando vida, tornou-se resplandecente, e
 com celestial melodia cantou o Magnificat. Os anjos
entoaram o hino Salve Sancta Parens (Ave, ó Santa Progenitora).

Essa foi a origem da milagrosa imagem de Nossa Senhora
 do Bom Sucesso.

As extraordinárias revelações da Virgem Santíssima

Madre Mariana recebeu grande número de revelações,
 nas quais Nossa Senhora profetizou acontecimentos do
século XX e vários que já se realizaram. Convido o leitor
a tomar conhecimento de alguns, dentre muitos.

Talvez para algum leitor, habituado às precisões matemáticas
 de hoje (aliás, de si elogiáveis), seja útil mostrar antes a
conexão entre o que Nossa Senhora diz sobre o
 século XX e o que se passa em 2010.


Procissão na festa no convento das aparições
Com efeito, cada século se define mais pelo desenrolar
 dos acontecimentos relevantes que nele se verificam do
 que pelos dois zeros que caracterizam o ano como
 múltiplo de cem.

Assim, os historiadores situam a Revolução Francesa
 como acontecimento do século XVIII, ao passo que ela
se prolongou, com sua difusão por Napoleão Bonaparte,
até o Congresso de Viena em 1815; e só consideram
concluído o séc. XIX com o fim da Belle Époque e o
 início da I Guerra Mundial, em 1914.

Isto porque a conceituação mais adequada de um século
 reside no significado profundo que ele tem na
 arquitetonia da História.

Outro exemplo: quando Paulo VI e João Paulo II tratam,
com clareza e precisão, da tragédia ocorrida na Santa
 Igreja depois do Concílio Vaticano II, referem-se
 evidentemente a um fenômeno do séc. XX, tragédia
que se prolonga e se desdobra até nossos dias.

Continua no próximo post





Fonte:http://aparicaodelasalette.blogspot.com/

Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso ‒ Quito, Equador (1)



Há 400 anos Nossa Senhora apareceu a uma religiosa
espanhola no mosteiro das concepcionistas em Quito (Equador),
 e ordenou que se confeccionasse uma imagem sua sob as
invocações do título, profetizou impressionantes
acontecimentos para os séculos futuros, inclusive o nosso.

Nossa Senhora apareceu em 2 de fevereiro de 1610 a
 Madre Mariana de Jesus Torres, espanhola da alta nobreza,
uma das oito fundadoras do mosteiro das concepcionistas
de Quito, para ordenar-lhe a confecção de uma imagem
a Ela dedicada. Estamos, portanto, no ano do IV centenário
dessa aparição.

A milagrosa imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso
venera-se no Monasterio Real de La Limpia Concepción,
em Quito, primeiro convento de monjas contemplativas
da América do Sul, fundado em 1577 sob os auspícios do
 rei de Espanha Filipe II.

Neste artigo serão apresentadas as importantes relações
que a devocão a essa imagem tem com os dias atuais.
 No quadro abaixo, a apreciação de Plinio Corrêa de Oliveira
sobre Ela, a ordem do universo e a civilização cristã.

Histórico das aparições

Situemo-nos no ano de 1556. Matronas da cidade de Quito,
devotas de Maria Imaculada (o dogma só viria a ser
 proclamado em 1854), desejosas de ter em sua
cidade um mosteiro de religiosas
 concepcionistas, pediram a Filipe II a fundação naquela
colônia de um mosteiro consagrado à Imaculada Conceição.

O rei enviou, para atender a tão excelente pedido, um
 grupo de religiosas fundadoras, tendo à testa a
Rvda. Madre Maria de Jesus Talvada, descendente
de nobre e antiga casa da Galícia, e também a
sobrinha desta, a cândida menina Mariana.


Soror Mariana de Jesus Torres

A par de sua candura, era Mariana notável por sua rara formosura
 de alma e de corpo. Grande devota do Santíssimo Sacramento,
dotada do dom da profecia, conheceu as inumeráveis
 dificuldades e sofrimentos pelos quais passariam as
religiosas; e, uma vez fundado o mosteiro, o ódio
e as perseguições do demônio contra a comunidade
ao longo dos séculos.

Teve ainda conhecimento de que o mosteiro duraria até
 o fim do mundo, e que nele haveria sempre uma alma
santa, em todos os tempos. Foi-lhe também revelado que
a Rainha dos Céus comunicar-se-ia com ela por meio de aparições.

A 13 de janeiro de 1577, fundava-se o mosteiro. Mariana
não pôde professar na ocasião, por ter apenas 13 anos.
 Iniciou seu noviciado e professou aos 15, com o nome de
 Mariana de Jesus.

A vida de Madre Mariana de Jesus Torres é um portento
 de santidade. Mantinha profunda intimidade com seu
 anjo da guarda, e sua devoção dominante era a
Jesus Sacramentado. Êxtases, visões e revelações
alternavam-se com terríveis perseguições, não só
do demônio como também de religiosas relapsas.

Certo dia ocorreu com suas irmãs de hábito algo muito
 grave. Madre Mariana sofreu em silêncio e
recorreu a Nosso Senhor, comunicando-Lhe
seus tormentos. O Divino Redentor apareceu-lhe e disse:

— Quando te desposei, experimentei com cuidado 
tua vontade.

— Senhor — respondeuMadre Mariana — minha vontade 
está pronta, mas a carne é fraca.

Ao que Nosso Senhor acrescentou:

— Não te faltará fortaleza, assim como não falta nada

à alma que Me pede.

Nesse momento, viu ela Jesus Cristo no Gólgota, 
quando Ele começava a agonizar. Aterrorizada,exclamou: 
“Senhor, sou eu a culpada, castiga-me e poupa teu povo!”.
Apareceu-lhe
então a Santíssima Virgem, que lhe disse:

“Não és tu a culpada, mas o mundo criminoso.

Estes castigos são para o séc. XX”. Viu então três
espadas, cada uma com uma legenda: Castigarei 
a heresia; Castigarei a blasfêmia; Castigarei a impureza.

A Santíssima Virgem prosseguiu: “Queres, minha filha, 
sacrificar-te por este povo?”.

Madre Mariana respondeu: “Minha vontade está pronta”.

As espadas cravaram-se em seu coração, e ela caiu 
morta pela violência da dor.



Morreu verdadeiramente Madre Mariana, e foi apresentada
ao juízo de Deus: o Padre Eterno regozijou-se por tê-la criado;
o Filho Divino, por tê-la redimido e tomado por esposa;
 e o Espírito Santo, por tê-la santificado.

Estava no Céu a alma de Madre Mariana, enquanto
 na Terra se elevavam orações fervorosas por sua vida.
 Nosso Senhor, querendo atender a essas súplicas,
fez Madre Mariana ver como as orações por sua vida
 subiam ao trono de Deus.

Apresentou-lhe duas coroas — uma de glória imortal,
 e a outra cercada de espinhos — enquanto lhe dizia:
 “Esposa minha, escolhe uma destas coroas”. E a fazia
 entender que, com a coroa de glória, ficaria no Céu, ao
 passo que com a outra voltaria a padecer no mundo.

Madre Mariana pediu que a Divina Majestade escolhesse,
 e não ela. Nosso Senhor respondeu:”Não. Quando te
 tomei por esposa, provei tua vontade, e agora faço o mesmo”.

Madre Mariana teve então conhecimento do futuro do mosteiro,
 das monjas que se salvariam e das que se condenariam;
das imensas calamidades do séc. XX, durante o qual
choveria fogo do Céu, consumindo os homens e purificando
 a Terra; das almas daquele mosteiro, as quais, por sua
 santidade, aplacariam a cólera divina.

Voltou-se então para Nossa Senhora e pediu que Ela
mesma governasse o mosteiro; e aceitou retornar
à Terra, tendo então escolhido, humilde e resignada,
 a coroa de espinhos. Regressava à vida, com seus
 20 anos de idade.

Continua no próximo post

Fonte: http://aparicaodelasalette.blogspot.com/