domingo, 1 de janeiro de 2012

Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso (2) - Origem da milagrosa imagem


Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso (2) - 

Origem da milagrosa imagem

Madre Mariana de Jesus Torres, quadro de época
continuação do post anterior

A vida de Madre Mariana de Jesus Torres, a quem Nossa
Senhora do Bom Sucesso apareceu, foi escrita com
admirável unção por Frei Manoel de Sousa Peraira, na segunda
 metade do séc. XVIII, baseando-se no Cuadernón, que ele
 pôde consultar.

Este Cuadernón foi posteriormente escondido, em local e
data desconhecidos, a fim de preservá-lo das perseguições
religiosas pelas quais viria a passar o Equador nos
séculos XIX e XX.

No livro A Vida Admirável da Rvda. Madre Mariana 
de Jesus Torres”, de 264 páginas, no qual se baseiam
estas linhas, Frei Manoel relata pormenorizadamente
as três mortes e duas ressurreições de Madre Mariana,
sua atuação como religiosa modelar, seus sofrimentos
 e lutas, os estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo
 (os quais ela recebeu aos 25 anos) e outros fatos
extraordinários de sua admirável vida mística.

Seu corpo incorrupto, que assim se conserva desde sua
derradeira morte em 16 de janeiro de 1635, em
capela de seu mosteiro, confirma alguns desses fatos.

Neste artigo, limitar-nos-emos a abordar mais extensamente
 a aparição de Nossa Senhora para lhe ordenar a confecção
 de sua imagem, e como esta foi realizada; ocupar-nos-emos
também das revelações que Madre Mariana recebeu
da Santíssima Virgem, com referência particular aos
 dias em que vivemos.

Corpos incorruptos de religiosas no convento das aparições
No ano de 1610, rezava insistentemente Madre Mariana à
 primeira hora da madrugada, prostrada ao solo no coro, pelas
 necessidades de seu mosteiro, da colônia espanhola da
América e da Igreja, quando notou a presença de
 uma Senhora de extraordinária formosura, sustentando no
braço esquerdo um Menino belo como a aurora.
Emocionada, a religiosa perguntou:
— Quem sois, linda Senhora, e que desejais de mim, que 
sou só uma sofrida monja?

— Sou Maria do Bom Sucesso, a Rainha dos Céus e da 
Terra. 
Porque me invocaste com terno afeto, venho do céu 
consolar teu aflito coração. Tuas orações, lágrimas e 
penitências são muito agradáveis a nosso Pai Celestial. 
Na mão direita, tenho o báculo que vês, pois quero governar 
este meu mosteiro como Priora e Mãe. Satanás quer 
destruir esta obra de Deus, mas não o conseguirá, 
porque Eu sou a Rainha das Vitórias e a Mãe do 
Bom Sucesso, sob cuja invocação quero fazer prodígios 
em todos os séculos.


É vontade de meu Filho Santíssimo que mandes confeccionar
 uma imagem, tal como me vês, e que a coloques no trono da
abadessa. Na minha mão direita porás o báculo e as chaves da
clausura, em sinal de minha propriedade e autoridade. Em minha
 mão esquerda porás meu Divino Filho. Eu mesma governarei este
 meu Mosteiro.

— Senhora —ponderou a religiosa — como 
realizar tudo isso, se até desconheço Vossa estatura?

— Dá-me o cordão franciscano que trazes à cintura.

A Santíssima Virgem o tomou e colocou uma de suas 
extremidades na mão de seu Divino Filho, que o 
aplicou à cabeça da Mãe, indicando a Madre Mariana 
que, com a outra ponta, tocasse seus pés.

O cordão milagrosamente se esticou, até 
alcançar a estatura exata da Santíssima Virgem.

— Aqui tens, minha filha, a medida de tua Mãe do Céu. 
Meu servo Francisco del Castilho, a quem explicarás 
minhas feições e minha postura, talhará minha 
imagem, pois tem reta consciência e observa 
religiosamente os mandamentos de Deus e da Igreja. 
De tua parte, ajuda-o com orações e humildes sofrimentos”.

Francisco del Castillo preparou-se com penitências,
 para tão alto encargo: confessou-se, comungou, e no
dia 15 de setembro de 1610 iniciou a confecção da imagem.

Quando faltavam apenas os retoques finais, certo de que a
imagem, embora satisfatória, nem de longe representava o
que Madre Mariana havia visto, resolveu não só fazer mais
penitência, mas saiu de viagem em busca das melhores
tintas para concluir o trabalho.



De regresso, surpreendeu-se ao encontrar já concluída
a imagem. Diante do bispo, fez juramento escrito
 para testemunhar que a imagem não era obra sua, e
que a havia encontrado, ao voltar, com uma forma muito
diferente da que havia deixado, seis dias antes.

Madre Mariana de Jesus descreve assim os acontecimentos:
rezava às três horas da madrugada do dia 16 de janeiro de
 1611, no coro, onde estava a imagem que ia sendo
 esculpida por Francisco del Castillo, quando viu os
arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael,
os quais se apresentavam diante do trono da Rainha dos Céus.

São Miguel, saudando-a, disse: “Ave Maria, Filha de
 Deus Padre”; São Gabriel acrescentou: “Ave Maria,
 Mãe de Deus Filho”; e São Rafael concluiu:
“Maria Santíssima, Esposa puríssima do Espírito Santo”.

Nesse momento apareceu São Francisco de Assis, e se
 uniu aos três arcanjos. Seguidos da milícia celeste,
acercaram-se da imagem semi-acabada, transformando-a
e refazendo-a, dando-lhe uma beleza inigualável que
 mão humana jamais poderia conferir.

A Virgem estava totalmente iluminada, como se
 estivesse no meio do sol. Do alto, a Santíssima
Trindade olhava comprazida o que acontecia,
 e os anjos entoavam suas melodias.

No meio de todas essas alegrias, a Rainha do Céu penetrou
pessoalmente na imagem, como raios de sol que se
 introduzem em um cristal.

Como que tomando vida, tornou-se resplandecente, e
 com celestial melodia cantou o Magnificat. Os anjos
entoaram o hino Salve Sancta Parens (Ave, ó Santa Progenitora).

Essa foi a origem da milagrosa imagem de Nossa Senhora
 do Bom Sucesso.

As extraordinárias revelações da Virgem Santíssima

Madre Mariana recebeu grande número de revelações,
 nas quais Nossa Senhora profetizou acontecimentos do
século XX e vários que já se realizaram. Convido o leitor
a tomar conhecimento de alguns, dentre muitos.

Talvez para algum leitor, habituado às precisões matemáticas
 de hoje (aliás, de si elogiáveis), seja útil mostrar antes a
conexão entre o que Nossa Senhora diz sobre o
 século XX e o que se passa em 2010.


Procissão na festa no convento das aparições
Com efeito, cada século se define mais pelo desenrolar
 dos acontecimentos relevantes que nele se verificam do
 que pelos dois zeros que caracterizam o ano como
 múltiplo de cem.

Assim, os historiadores situam a Revolução Francesa
 como acontecimento do século XVIII, ao passo que ela
se prolongou, com sua difusão por Napoleão Bonaparte,
até o Congresso de Viena em 1815; e só consideram
concluído o séc. XIX com o fim da Belle Époque e o
 início da I Guerra Mundial, em 1914.

Isto porque a conceituação mais adequada de um século
 reside no significado profundo que ele tem na
 arquitetonia da História.

Outro exemplo: quando Paulo VI e João Paulo II tratam,
com clareza e precisão, da tragédia ocorrida na Santa
 Igreja depois do Concílio Vaticano II, referem-se
 evidentemente a um fenômeno do séc. XX, tragédia
que se prolonga e se desdobra até nossos dias.

Continua no próximo post





Fonte:http://aparicaodelasalette.blogspot.com/

Profecias de Nossa Senhora do Bom Sucesso ‒ Quito, Equador (1)



Há 400 anos Nossa Senhora apareceu a uma religiosa
espanhola no mosteiro das concepcionistas em Quito (Equador),
 e ordenou que se confeccionasse uma imagem sua sob as
invocações do título, profetizou impressionantes
acontecimentos para os séculos futuros, inclusive o nosso.

Nossa Senhora apareceu em 2 de fevereiro de 1610 a
 Madre Mariana de Jesus Torres, espanhola da alta nobreza,
uma das oito fundadoras do mosteiro das concepcionistas
de Quito, para ordenar-lhe a confecção de uma imagem
a Ela dedicada. Estamos, portanto, no ano do IV centenário
dessa aparição.

A milagrosa imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso
venera-se no Monasterio Real de La Limpia Concepción,
em Quito, primeiro convento de monjas contemplativas
da América do Sul, fundado em 1577 sob os auspícios do
 rei de Espanha Filipe II.

Neste artigo serão apresentadas as importantes relações
que a devocão a essa imagem tem com os dias atuais.
 No quadro abaixo, a apreciação de Plinio Corrêa de Oliveira
sobre Ela, a ordem do universo e a civilização cristã.

Histórico das aparições

Situemo-nos no ano de 1556. Matronas da cidade de Quito,
devotas de Maria Imaculada (o dogma só viria a ser
 proclamado em 1854), desejosas de ter em sua
cidade um mosteiro de religiosas
 concepcionistas, pediram a Filipe II a fundação naquela
colônia de um mosteiro consagrado à Imaculada Conceição.

O rei enviou, para atender a tão excelente pedido, um
 grupo de religiosas fundadoras, tendo à testa a
Rvda. Madre Maria de Jesus Talvada, descendente
de nobre e antiga casa da Galícia, e também a
sobrinha desta, a cândida menina Mariana.


Soror Mariana de Jesus Torres

A par de sua candura, era Mariana notável por sua rara formosura
 de alma e de corpo. Grande devota do Santíssimo Sacramento,
dotada do dom da profecia, conheceu as inumeráveis
 dificuldades e sofrimentos pelos quais passariam as
religiosas; e, uma vez fundado o mosteiro, o ódio
e as perseguições do demônio contra a comunidade
ao longo dos séculos.

Teve ainda conhecimento de que o mosteiro duraria até
 o fim do mundo, e que nele haveria sempre uma alma
santa, em todos os tempos. Foi-lhe também revelado que
a Rainha dos Céus comunicar-se-ia com ela por meio de aparições.

A 13 de janeiro de 1577, fundava-se o mosteiro. Mariana
não pôde professar na ocasião, por ter apenas 13 anos.
 Iniciou seu noviciado e professou aos 15, com o nome de
 Mariana de Jesus.

A vida de Madre Mariana de Jesus Torres é um portento
 de santidade. Mantinha profunda intimidade com seu
 anjo da guarda, e sua devoção dominante era a
Jesus Sacramentado. Êxtases, visões e revelações
alternavam-se com terríveis perseguições, não só
do demônio como também de religiosas relapsas.

Certo dia ocorreu com suas irmãs de hábito algo muito
 grave. Madre Mariana sofreu em silêncio e
recorreu a Nosso Senhor, comunicando-Lhe
seus tormentos. O Divino Redentor apareceu-lhe e disse:

— Quando te desposei, experimentei com cuidado 
tua vontade.

— Senhor — respondeuMadre Mariana — minha vontade 
está pronta, mas a carne é fraca.

Ao que Nosso Senhor acrescentou:

— Não te faltará fortaleza, assim como não falta nada

à alma que Me pede.

Nesse momento, viu ela Jesus Cristo no Gólgota, 
quando Ele começava a agonizar. Aterrorizada,exclamou: 
“Senhor, sou eu a culpada, castiga-me e poupa teu povo!”.
Apareceu-lhe
então a Santíssima Virgem, que lhe disse:

“Não és tu a culpada, mas o mundo criminoso.

Estes castigos são para o séc. XX”. Viu então três
espadas, cada uma com uma legenda: Castigarei 
a heresia; Castigarei a blasfêmia; Castigarei a impureza.

A Santíssima Virgem prosseguiu: “Queres, minha filha, 
sacrificar-te por este povo?”.

Madre Mariana respondeu: “Minha vontade está pronta”.

As espadas cravaram-se em seu coração, e ela caiu 
morta pela violência da dor.



Morreu verdadeiramente Madre Mariana, e foi apresentada
ao juízo de Deus: o Padre Eterno regozijou-se por tê-la criado;
o Filho Divino, por tê-la redimido e tomado por esposa;
 e o Espírito Santo, por tê-la santificado.

Estava no Céu a alma de Madre Mariana, enquanto
 na Terra se elevavam orações fervorosas por sua vida.
 Nosso Senhor, querendo atender a essas súplicas,
fez Madre Mariana ver como as orações por sua vida
 subiam ao trono de Deus.

Apresentou-lhe duas coroas — uma de glória imortal,
 e a outra cercada de espinhos — enquanto lhe dizia:
 “Esposa minha, escolhe uma destas coroas”. E a fazia
 entender que, com a coroa de glória, ficaria no Céu, ao
 passo que com a outra voltaria a padecer no mundo.

Madre Mariana pediu que a Divina Majestade escolhesse,
 e não ela. Nosso Senhor respondeu:”Não. Quando te
 tomei por esposa, provei tua vontade, e agora faço o mesmo”.

Madre Mariana teve então conhecimento do futuro do mosteiro,
 das monjas que se salvariam e das que se condenariam;
das imensas calamidades do séc. XX, durante o qual
choveria fogo do Céu, consumindo os homens e purificando
 a Terra; das almas daquele mosteiro, as quais, por sua
 santidade, aplacariam a cólera divina.

Voltou-se então para Nossa Senhora e pediu que Ela
mesma governasse o mosteiro; e aceitou retornar
à Terra, tendo então escolhido, humilde e resignada,
 a coroa de espinhos. Regressava à vida, com seus
 20 anos de idade.

Continua no próximo post

Fonte: http://aparicaodelasalette.blogspot.com/

A FÉ QUE MOVE O LEBLON- RJ VIDENTE PEDRO SIQUEIRA

A Fé que Move o Leblon

(30/10/2007)

http://www.amoleblon.com.br/templates/amaleblon/noticia/noticia.asp?cod_noticia=1250&cod_canal=11





Reprodução
ATENÇÃO: (19/05/2011)
Pedro Siqueira não está mais

 na Paróquia
 Santa Mônica fazendo suas 
orações e sim na Paróquia Nossa 
Senhora da Conceição na Gávea 
- Rio de Janeiro - RJ
Uma vez por mês, o advogado Pedro Siqueira
 reúne cerca de 500 pessoas que esperam mensagens
 de Nossa Senhora por intermédio dele



Toda última terça-feira do mês, cerca de 500 pessoas lotam a Igreja Santa Mônica
, no Leblon. Num canto do altar, em frente a um microfone, o responsável pelo
 agrupamento é Pedro Eduardo Siqueira, que não é padre nem frei. Ele é advogado 
e comanda mais uma reunião do terço, não fosse um detalhe: Pedro tem o que ele 
chama de dom do Espírito Santo — o de ver e receber mensagens de Nossa Senhora.
 Durante as orações, Pedro envia em torno de 20 mensagens a pessoas que ali estão. 
Desde 1996 acontece assim.

Espalhadas pelas 24 fileiras de longos bancos, muitas pessoas choram. Algumas
 levantam os braços e rezam em tom mais alto. Outras se ajoelham e preferem silêncio.
 O clima é de comoção.

No encontro, que une idosos, jovens da Zona Sul, mães com filhos e casais de
 namorados, o advogado canta músicas religiosas, toca violão, lê passagens da Bíblia, 
dedica algumas palavras a todos os presentes, que independente da raça, classe ou 
religião, todos são bem-vindos, e reza o terço. Os “recados” podem ser para a moça 
que está forçando o casamento com o noivo, para o homem que disputa a herança 
do pai com os irmãos ou para a enfermeira desempregada que está precisando de dinheiro. 
Em alguns casos, ele aconselha como agir e chega a afirmar o que vai acontecer.

Ele disse que Nossa Senhora estava falando para a moça que não parava de chorar por
 causa do acidente da mãe ficar tranqüila que ela voltaria a andar e se recuperaria 
totalmente. Foram semanas na UTI, mas aconteceu exatamente como foi dito naquele dia.

Pedro se mostra um homem totalmente comum. Simpático, inteligente, habilidoso 
com as palavras como um advogado deve ser, 36 anos recém-completados, um par 
de óculos pousado no nariz, cabelo bem comportado, camisa social e calça de prega, 
ele chegou de mais um dia de trabalho como professor universitário. O bairro lhe é pra
 lá de familiar. Pedro estudou ali mesmo, no Colégio Santo Agostinho, que abriga a igreja.
 Na adolescência, formou uma banda com os amigos para cantar Beatles e MPB
 e gostava de sair com a turma para bares e boates.

Durante a graduação na PUC, namorou sério com a que hoje é sua atual esposa, 
a também advogada Natália. Filho de pais católicos divorciados, torcedor do Fluminense,
 vai á missa todos os domingos e sempre rezou o terço porque se sentia bem.

Reprodução

As reuniões começaram pequenas, no apartamento da mãe, simplesmente porque ele
 tocava instrumentos e então ficou decidido pelo grupo fazer os encontros lá. Pedro 
transformou a tradicional reza do terço em algo mais animado, com músicas, se 
aproximando um pouco do movimento católico Renovação Carismática, do qual o padre
 Marcelo Rossi faz parte. E via as mensagens e imagens durante as orações, 
mas ficava calado, não só de Nossa Senhora, mas de outros santos e anjos.

Até que resolveu dizer uma coisa ou outra e isso atraiu muita curiosidade, e em poucos 
meses, o apartamento ficou apertado para o número de interessados. O frei Antônio Moreno, 
apesar de ressabiado com o pedido do ex-aluno, acabou cedendo o espaço, 11 anos atrás, 
porque ficou intrigado com a parte das mensagens.

Já o pároco João Ormazabal, que comanda a igreja hoje, diz que esse tipo de 
manifestação é bem-vindo na Santa Mônica, pois atrai muita gente para a oração do 
terço na igreja, com a qual o brasileiro tem muita afinidade.

As reuniões, no início semanais, passaram para uma vez por mês por 
conta do cotidiano de Pedro, que trabalha o dia inteiro, e não mora mais 
no Leblon. As mensagens, antes enviadas com o nome do destinatário,
 hoje são mais genéricas, porque causava muita ciumeira, com cobrança
 das pessoas que vinham no fim saber por que elas não tinham recebido recado.

Reprodução

Agora não cobram mais recados, mas, depois de acabada a reunião, uma fila 
se forma em frente a ele. Querem uma palavra de conforto, um toque, deixar
 um bilhete com um desejo e pedir cura para doenças de parentes e amigos. 
Pedro, que toca um a um enquanto faz uma oração silenciosa, e tem vários 
casos bem sucedidos de cura através de sua intercessão.

Pedro nunca fez propaganda nem apareceu na imprensa, o boca a boca resultou 
em igreja cheia, não quer ser idolatrado e fica preocupado com a palavra fenômeno
 porque não quer ser objeto de curiosidade, afirmando que tudo o que manifesta 
não é ele, vem dos céus, e que ele é apenas um canal.

Fonte: Revista O Globo

ATENÇÃO: (19/05/2011)
Pedro Siqueira não está mais na Paróquia Santa

 Mônica fazendo suas orações e sim na Paróquia
 Nossa Senhora da Conceição na Gávea  - RJ

PEDRO SIQUEIRA- VIDENTE , VÊ E RECEBE MENSAGENS


Advogado carioca que vê e recebe mensagens

 de Nossa Senhora



À primeira vista, o carioca Pedro Siqueira, 39 anos, é um cara normal.
 Torcedor (roxo) do Fluminense, formado pela PUC do Rio, 
dá expediente todos os dias na Advocacia Geral da União e
 ministra aulas de Direitos Administrativo e Processual Civil.
 Casado com outra advogada, Natália, espera o primeiro filho,
 mora em Botafogo, gosta de viajar e pratica jiu-jítsu nas
 horas vagas.

Tudo bem trivial não fosse Pedro o maior fenômeno da Igreja
 Católica que o Rio já conheceu nos últimos tempos. Há 15 anos
vem lotando igrejas, — primeiro a Santa Mônica, no Leblon, hoje
 a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, na Gávea — todas as
 últimas terças-feiras do mês, com seu grupo de oração do Terço,
 em que ora, lê passagens da Bíblia, canta, toca violão e
transmite cerca de 10 mensagens de santos, anjos e mortos,
 os quais, conta, vê e escuta desde criança.

Quando começaram as suas visões?

Minha mãe relata que a primeira vez que ela viu que havia algo
 de diferente foi quando eu, bebê, morri nos braços dela.
 Ela correu para chamar uma vizinha, me levou ao hospital e,
 de repente, eu ressuscitei. Lá em casa, as janelas batiam,
 a cama balançava, as coisas mexiam. Daí comecei a ter as visões,
 as audições e as coisas que falam dentro do meu peito.
 Às vezes, coisas muito ruins.

Esses fenômenos ainda continuam?


Teve um dia que começaram a aparecer tufos de cabelo pelo chão da
 casa; em outro, no banheiro social, as paredes apareceram cheias
 de fezes de morcego. Mas, no geral, não acontecem. De vez 
em quando, aparecem pessoas no Terço dizendo que estão possuídas,
 mas não estão.

Os médicos descartaram qualquer possibilidade de um caso clínico?

Tudo: neurologista, psicólogos, psiquiatras. Disseram que não havia 
nada clinicamente, que eu era uma pessoa normal, que não precisava
 de remédios. Era atleta, competia na natação. Minha mãe, então,
pensou: ‘vou ter que colocar um cabresto nesse menino’ 
e me proibia de falar, para me proteger. Se meu filho também 
tiver o dom, eu agiria diferente.

Como era na escola?

Eu ficava na minha, porque tinha que me enturmar. Naquela época,
 o Santo Agostinho era só de meninos. Dentro da medida, eu tive
 uma vida normal, fora as visões. Saía, namorava, ia a matinês,
 mas sempre gostei mais dos esportes.

Você também vê mortos, mas a fé católica, de certa forma, proíbe 
a comunicação com eles.

No episódio da Transfiguração, Jesus se comunica com Moisés, e
 os apóstolos também o veem. Não existe nenhum dogma que proíba isso.
 O Padre Pio, que foi santificado pelo Papa João Paulo II, conversava
 com almas do Purgatório, por exemplo. Sou muito devoto dele.

Alguém na Igreja já lhe disse para parar?

Para parar não, mas, às vezes, vinha um padre pedindo que eu
 não desse as mensagens, que eu não falasse de cura, acho que
 por medo de algo que não está sob controle. Mas isso não está
 no controle de ninguém, nem do meu. Por uma política de boa
 vizinhança, eu não faço muita coisa que poderia fazer.
 Mas a Bíblia tem uma coisa muito interessante que é a
 questão de não chocar seu próximo.

Como reagem as pessoas do seu trabalho, na Advocacia 

Geral da União?

Eu trabalho na Procuradoria Regional. As pessoas no início ficaram
 chocadas, mas hoje se acostumaram, umas me pedem para rezar.

Suas visões o ajudam nos casos judiciais?

Não (risos). Nossa Senhora não me aparece, não se mete nisso.
 Acho que são assuntos muito mundanos para Ela. Com o tempo,
 eu aprendi a controlar o dom; no tribunal, por exemplo, não vejo nada.

Você tem medo de que as pessoas não acreditem em você?

Tem várias pessoas que não acreditam, várias. Até parentes meus, 
que acham uma bobagem. Eu realmente não ligo. Nada acontece por
 acaso; eu tenho uma missão a cumprir. Se Nossa Senhora escolheu
 essa missão para mim, eu faço por Ela, por amor a Ela. Se eu não
 fizesse, eu seria incompleto. Eu não posso me trancar e isolar do 
mundo como eu gostaria e ficar somente vendo e meditando.

E você considera isso um dom ou um fardo?

Todo dom é pesado, porque ele te exige muito. Tem épocas em
 que eu estou mais cansado, que eu não quero ir ao Terço, que 
sinto dores terríveis pelo corpo, pela coluna, pelas pernas, nas
 mãos. No começo, as reuniões eram semanais, agora são 
mensais, por causa do volume de trabalho. Eu sei que algumas
 pessoas vão ao grupo me vendo como uma atração de circo.
 Isso já me incomodou, mas hoje entendo que é um gancho
 que Nossa Senhora usou para divulgar o Terço.

Por que você tem esse dom e não eu, só para dar um exemplo?

Também gostaria de saber, mas todo dom passa pela individualidade.
 Na verdade,eu sou um homem das cavernas. Sou um cara cheio
 de manias, sou travado, não sou moderno, gosto de futebol, de 
lutar, não gosto de publicidade nem de aparecer. Mas entendo
 que seja necessário para divulgar o livro, que me foi pedido 
por Nossa Senhora numa peregrinação a Fátima. Eu não
 sou padre, não doutrino ninguém, só quero rezar o Terço.
 A mensagem do livro é que as pessoas têm que recuperar
 sua fé, porque sempre tem um momento na vida em que
 dinheiro e beleza não resolvem nada.

É verdade que o telefone só toca de lá para cá, como disse 

Chico Xavier?

É verdade. Não adianta a pessoa me procurar e pedir para falar com
 alguém. As pessoas precisam aprender a rezar por elas, pelo próximo, 
pelo irmão, pelo mundo e a não precisarem de mim para rezar.
 Eu saio com muitos pedidos de oração, mas seria melhor que
 a própria pessoa fizesse isso.

Você se considera o Chico Xavier dos católicos?

Nunca. Ele era um homem santo, puro, puríssimo.

Você disse que vê também espíritos maus. Quer dizer que 
eles existem?

Vejo, sim, e claro que existem, assim como existem pessoas
 boas e más.

E quanto ao assassinato das crianças de Realengo, que 
chocou o País?

Ele não estava possuído; era uma pessoa doente que não foi tratada.
 Ao que me parece, pela leitura da carta e pelo histórico, ele estava
 em surto. Tenho visto no grupo várias pessoas com problemas psicóticos, esquizofrênicos, depressivos que não são tratadas e atribuem 
seus problemas a uma natureza espiritual. O assassino, sem dúvida,
 terá que cumprir uma pena, mas sua perturbação mental será levada 
em conta. Temos também que orar por ele, 
porque Deus ama todos os Seus filhos.

Como uma mãe de Realengo pode ter fé depois de uma 
tragédia como essa?

Uma tragédia como essa significa que Deus ruiu a casa dela inteira 
para que tudo recomece do zero, com Ele. Porque isso aqui é passagem, 
nós estamos em trânsito. No início pode haver revolta, mas é
 preciso ter fé, porque a verdade está do outro lado.

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/diversaoetv/html/2011/4
/de_outro_mundo_15699html